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O MANIFESTO

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010.
QUER MANDAR ALGO PARA O BLOG??DEIXAR TEU RECADO??
EXPRESSAR SUA OPINIAO E IDEIAS E AFINS??
MANDE NOS UM E MAIL PARA gothicsorocaba@gmail.com
e tenha sua msg publicada neste blog!!
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NOVAS E RAPIDINHAS

-NESTA QUARTA FEIRA HAVERA NOITE GOTICA NO SOUND BAR !!COMPAREÇAMM! O SOUND BAR FICA NA R . Gonçalves Magalhães, 122 - Trujilo.
Na Rua debaixo da Uniso Trujilo, beirando a linha do trem das 7.
infoline- 3012 59 58 ou 96103403.
Geléia

- NESTA TERÇA FEIRA HAVERA O SEGUNDO PIQUE NIQUE GOTICO NO PARQUE DA AGUA VERMELHA! QUEM QUISER IR E SO COMPARECER NO TERMINAL SANTO ANTONIO AS 13:00 EM PONTO EM FRENTE A LOTERIA PARA EMBARQUE JUNTO COM OS OUTROS GOTICOS TBM!O PARQUE DA AGUA VERMELHA FICA NO PONTO FINAL DO INIBUS GUADALAJARA!

-MAIS UMA VEZ A ROSA SOMBRIA E A DARK ENTRIES SE UNIRAM PARA TRAZER NOVAMENTE O EVENTO GOTHIC FUSION 02 EM SOROCABA/SP NO TEKILAS BAR! E DESTA VEZ TERAO A COMPANIA DAS PRODUÇOES DA GROTESQUE EVNTOS GOTICOS DE MATO GROSSO DO SUL!! ESTREIANDO SEUS EVENTOS NO ESTADO DE SAO PAULO!!
ESPERAMSO TODOS QUE SEJA UM EVENTAÇO DAQUELES!!
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GOTHIC FUSION 02 ESTA A CAMINHO!!!

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CONEXAO GOTICA- PORTUGAL/PORTO





Nosssa conexao gotica foi ate alem ocenao para ancorar na europa mais precisamente em portugal na cidade de porto!
onde la tem uma super cena gotica de muitissimo bom gosto e ativa!! praticando desde meados de 2000 is famosos encontros goticos nesta cidade historica e com clima agravel,os goticos de portugal comparecem em peso ao chamdo sombrio para uma reuniao de musica,arte entretenimento cultural em geral no gotico!1
excelente!!!
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ARTIGO DO MOMENTO- CIBER GOTH



Cybergoth ou cyber goth, é uma subcultura derivada do cyberpunk, gótico, raver e rivethead.

Ao contrário dos góticos tradicionais, os cybergoths ouvem música eletrônica mais freqüentemente do que rock. Pode ser considerado um dos estilos mais excêntricos.

História
Embora o termo 'cybergoth' fosse dado em 1988 no Reino Unido, pela Games Workshop, por seu RPG Dark Future, o estilo da moda não surgiu até uma década depois.

O cybergoth combina elementos da música industrial, com um estilo conhecido como "graver".

O visual "graver" mistura o 'raver' britânico e o 'ClubKid' novaiorquino com um visual mais gótico e excêntrico. Essa fusão de estilos começou em 1999.

O estilo colorido dos ravers, não combinava com o estilo gótico. Em 2002, as vestimentas ravers super coloridas, foram influenciadas pelos acessórios industrials tais como as roupas pretas e "goggles" (óculos tipo aviador).

Os cyber goths de hoje tendem a usar roupas pretas, com detalhes em cores néon, e roupas feitas de materiais como Vinil, Látex, PVC e botas com plataformas gigantes.

Usar "Dread Falls" ou tingir o cabelo com cores brilhantes e vários piercings são típicos. "Goggles" são muitas vezes usados. Alguns cybers também usam máscaras de gás ou máscaras (muitas vezes de médico) em PVC.

Acreditam em um futuro caótico e adoram simbolos como o da radioatividade e biohazards.


Visual
O visual cybergoth é influenciado por filmes de ficção científica. Androginia é comum.

O estilo mistura roupas pretas com cores brilhantes, cores néon verde, vermelho, azul, cromo, ou rosa.

Materiais como borracha e PVC podem ser misturadas e combinadas em um esforço para criar uma aparência mais artificial.

Maquiagem com padrões cibernéticos, placas de circuitos LED, e óculos tipo aviador, normalmente usado na testa ou ao redor do pescoço.

Cabelos coloridos, às vezes com Dread Falls sintéticos, "CyberLox" (feito com um material conhecido como "Tubular Crin" e fiações elétricas) e "FoamFalls" (feitos com material EVA). Calças pretas apertadas e com fivelas, coletes, camisas rasgadas, Corsets em látex, máscaras de gás e botas plataforma.


Música
Geralmente música eletrônica, com batidas ácidas, com sintetizadores e letras agressivas. Gêneros como EBM, Synthpop, Futurepop, industrial, Dark electro e Darkwave.

Bandas como Aesthetic Perfection, Noisuf-X, Hocico, Angelspit, Ayria, Combichrist, The Birthday Massacre, DJ Sisen, Elegant Machinery, Extize, God Module, Grendel, Neuroticfish, The Prodigy, Suicide Commando, Static X, Terminal Choice, Wumpscut e Xotox.
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ENTREVISTA- NATY VAMP/por CENTRAL ROCK



Natália Cunha Trotti, 25 anos, é o nome verdadeiro de Naty Vamp.

Ela nos conta um pouco sobre a cena Gótica e seus costumes e ainda como adotou o estilo Gótico/Vampiro para seguir. Confira essa entrevista.

Central Rock: Para começar nossa entrevista eu gostaria de saber o seu nome e como surgiu o projeto que está fazendo muito sucesso.
Naty Vamp: Meu nome é Natália, mais conhecida como Naty Vamp. Meu Projeto - Uma idéia que surgiu enquanto moderava minhas comunidades sobre góticos no Orkut no final do ano de 2006... A subcultura gótica é um misto de visual + música, foi onde surgiu a idéia de criar algo usando a beleza gótica feminina. Quis fazer algo que pudesse mostrar sobre elas (Meninas Góticas Famosas) usando diversos temas dentro do que envolve “o gótico” e como isso seria mostrado por cada uma delas e como poderia ficar em cada uma.

Central Rock: Seu interesse pela música gótica veio de que forma?
Naty Vamp: Aos 13 anos de Idade, um tio já falecido curtia muito rock, só que de uma forma geral, um dia ele estava ouvindo The Sisters Of Mercy, e gostei muito, e fui procurar conhecer mais sobre a banda, então tudo começou pelo The Sisters.

Central Rock: O que é ser Gótico?
Naty Vamp: Ser gótico ao contrário do que muitas pessoas falam e afirmam de forma errada, não é nascer gótico e muito menos ter a alma gótica, é um conjunto de visual, música, conhecimento sobre a cena, algo simples e ao mesmo templo complexo, ainda existem pessoas que distorcem muito ao falar do assunto causando polêmicas, e até mesmo enxergando o Gótico como uma pessoa depressiva, mal-humorada, entre tantas outras coisas que são apontadas mais uma vez de forma errada por não ter o verdadeiro conhecimento sobre o assunto e por tantas pessoas que se dizem “góticas” acabar representando a cena de forma errada.

Central Rock: Qual a sua visão sobre o cenário gótico brasileiro?
Naty Vamp: Hoje grande parte dos adolescentes no Brasil dizem que são góticos.

Central Rock: Gostaria que você nos explicasse sobre a arte cemiterial?
Naty Vamp: Os cemitérios mais antigos encontramos trabalhos de artistas famosos. Em alguns casos, os mausoléus são verdadeiras obras de arte, alvos de visitas, mas deixando claro que não é uma regra freqüentar cemitérios só porque você é gótico, vai quem quer... para ler um livro, para pensar na vida, ou apenas para admirar as artes que podemos encontrar em alguns túmulos.

Central Rock: Qual é o seu tipo de literatura?
Naty Vamp: Amo leitura de forma geral, mas o que mais me atrai são livros sobre Teatro, alguns de Filosofia, Terror, Suspense, Vampiros...

Central Rock: Como é organizado cada um de seus eventos?
Naty Vamp: São eventos realizados aqui no ABC – SP, são voltados a cena Gótica que infelizmente aqui no ABC está precária, são poucos os eventos, eu mesma estou dando um espaço maior entre um evento e outro, O trabalho costuma ser em equipe, geralmente tenho de 3 a 4 pessoas me ajudando.

Central Rock: Falando em eventos. O que achou do convite da Central Rock para participar da festa de fim de ano no dia 6 de Dezembro na chácara Santa Isabel. Pode ainda nos dizer quais serão as novidades para o público Gótico?
Naty Vamp: Achei maravilhoso, principalmente porque já é um evento voltado para o Rock, e acho que vai ser muito bom ter um espaço para galera Gótica lá... Novidades???? (risos)... aguarde e confira!!!

Central Rock: Você acha que a cena Gótica paulistana é unida, tem força. O que precisa ser feito para melhorar?
Naty Vamp: Existem muitas “panelas”, acho que ainda falta muito para ser unida, apesar de ter um peso aqui em SP, os eventos poderiam ser de melhor qualidade, com mais divulgação e freqüência, fazer qualquer evento em qualquer lugar, qualquer um pode fazer, mas que tenha qualidade em DJ´S , no ambiente, nas atrações... isso é mais difícil de encontrar.

Central Rock: Para encerrar as considerações finais são sua.
Naty Vamp: Primeiramente gostaria de agradecer o espaço que vocês da Central Rock estão me dando, agradecer a todas as pessoas que têm acompanhado meu trabalho com o site Góticas Famosas, a todos os fãs e amigos que sempre estão comigo.“A VIDA É CAIR SETE VEZES E LEVANTAR OITO"!!! O mais importante é sabermos o que fazer quando estamos mais uma vez de pé, por mais constrangedor e desagradável que isso seja já aprendemos a nos levantar. Deveríamos ajudar as pessoas a fazer o melhor daqui pra frente! Vamos rever algumas coisinhas em nós mesmos? O egoísmo das pessoas de olharem apenas para si e ainda fingirem que são as melhores pessoas do mundo... Se quisermos melhorar a cena Gótica, temos que unir pessoas e não afastá-las com críticas, Afinal ninguém nasce sabendo!!!
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PLANETA SP



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LITERATURA GOTICA

A literatura gótica inicia-se no século XVIII, na Inglaterra, com a obra O Castelo de Otranto (1764), de Horace Walpole. Costuma-se destacar, como algumas das principais características desse tipo de literatura, os cenários medievais (castelos, igrejas, florestas, ruínas), os personagens melodramáticos (donzelas, cavaleiros, vilões, os criados), os temas e símbolos recorrentes (segredos do passado, manuscritos escondidos, profecias, maldições).

Outras leituras possíveis da literatura gótica envolvem destacar nos romances o uso da psicologia do terror (o medo, a loucura, a devassidão sexual, a deformação do corpo), do imaginário sobrenatural (fantasmas, demônios, espectros, monstros), das reflexões sobre o Poder (colonialismo, o papel da mulher, sexualidade), da discussão política (monarquismo, republicanismo, as Revoluções, a industrialização), dos aspectos religiosos (catolicismo, protestantismo, a Inquisição, as Cruzadas), das concepções estéticas (neoclassicismo, romantismo, o Sublime) e filosóficas (a Natureza, Platão, Aristóteles, Rousseau), além de outras possíveis chaves interpretativas.

Momentos Formadores: a origem da palavra "gótico"
Em princípio, "gótico" é um adjetivo que se refere a tribo dos Godos, povo de cultura germânica que habitava a região do baixo Danúbio, localizados na parte leste (Ostrogodos) e na parte oeste (Visigodos). Sabe-se muito pouco a respeito desse povo, já que eles não escreviam, e o que chegou até nós foi por intermédio do bispo Ulfilas, que registrou sua língua e costumes enquanto ensinava-lhes a Bíblia. Atribui-se a esse povo participação no desmantelamento do Império Romano no século IV. Através de sucessivos ataques pelo norte, os Godos ajudaram a enfraquecer o poder central em Roma.

Posteriormente, os Godos invadiram grande parte do império romano e se tornaram rapidamente romanizados. Os Visigodos se espalharam pela Europa, no século V, e chegaram até a península ibérica. Sua presença poderia ser notada em palavras como Catalunha, de Gothalania (não comprovado), Fernando , de Frithernandus (não comprovado) e albergue, de Haribergo. Sendo um povo nômade e de pouco registo cultural os traços sua presença já haviam sido diluídos pela cultura romana no século VII. A presença gótica em Portugal é tratada num contexto histórico e ficcional pelo escritor Alexandre Herculano em Eurico, o Presbítero (1844).

No século XII, o monge Suger surge com uma inovação arquitetônica que promete acabar com as igrejas escuras. A igreja de Saint Denis é a primeira a utilizar a substituição das paredes por vitrais coloridos, avanços estes obtidos através de arcobotantes, cruzarias e contrafortes como opções de sustentação. O crítico de arte Vasari batizou esse novo estilo de gótico ou estilo ogival, cujo arco quebrado seria símbolo de mão postas ao céu em oração.

Momentos Formadores: A literatura gótica em sua época
A década de 1790 representou o auge da literatura gótica, é nesse período que suas principais obras são escritas consagrando autores como Ann Radcliffe e Matthew Lewis, por exemplo. Entretanto, se o termo 'gótico' já era conhecido na Inglaterra desde a época Shakespeare, até esse momento ainda não havia ainda consolidado um significado confortável para a palavra. 'Gótico' era empregado em um encontro de vertentes políticas e condições históricas, de ansiedades sobre a vida que encontrariam sumarização por meio de romance.

Dizer "gótico" podia ter diversas conotações, dependendo de lado a discussão se estava. Naquele contexto a palavra podia conotar: antiquarianismo inglês, diletantismo do partido Whig, influências do sturm und drang alemão, Jacobinismo, ocultismo e medo de sociedades secretas, nacionalismo inglês conservador, anti-catolicismo, medo da Inquisição, nostalgia do mundo feudal, medo da Revoluçao Francesa e uma série de outros significados antagônicos entre si. Apesar de ser um movimento multi-facetado, reflexo de conjunturas históricas e políticas, pode-se notar que a literatura gótica é, em grande parte, uma literatura ligada ao terror e ao medo.

Talvez, uma melhor maneira de se compreender o gótico na literatura seja entendê-lo como um momento narrativo no qual a nossa razão é desafiada por um acontecimento insólito. Como discurso literário, o efeito "gótico" consiste na criação de uma atmosfera narrativa, que deve envolver o leitor na história, para em seguida assustá-lo, mas de modo que lhe provoque prazer. Entendida assim, como efeito narrativo, a literatura gótica é um dos mais influentes modelos narrativos para as histórias de horror e terror que temos atualmente.


Características
Há uma relativa consistência nas convenções narrativas que fazem do romance gótico uma literatura reconhecível como tal, mas que não chega a constituir um gênero. O romance gótico é uma manifestação essencialmente híbrida, um elo entre o romanesco e o romance no qual uma atmosfera de mistério, aflição e terror prevalece. Chamados de “góticos” por retirarem sua inspiração de construções medievais, em parte, pode-se dizer que tais romances representaram uma volta ao passado feudal, provocada pela desilusão com os ideais racionalistas e pela tomada de consciência individual frente aos dilemas culturais que surgiram na Inglaterra a partir da metade final do século XVIII.

Por este ângulo, o romance gótico representa uma mescla de tradições distintas, uma mistura entre o mitológico e o mimético, entre imaginação e realidade. A proposta subjacente seria o retorno a uma época de sonhos, contra o materialismo burguês e, até certo ponto, de encontro às características gerais do Iluminismo. Nesses romances aquelas convicções mais simples do pensamento cartesiano e racionalista são postas em dúvida em detrimento de um discurso do sentimento, o qual, ora choroso ora violento, é freqüentemente exagerado na sua representação das emoções. À luz de uma filosofia da literatura, o romance gótico levantou questões que desafiaram o projeto das Luzes ao expor, em parte, a natureza caótica do mundo e a contingência da vida. Ao se encarregarem de uma disposição existencial mais lúgubre, tais romancistas abrem um caminho para o surgimento da psicanálise do século seguinte, apresentando em suas narrativas a divisão ontológica do ser humano em duas grandes matrizes constitutivas: às vezes equilibrado, racional, harmônico (clássico) e às vezes exaltado, sentimental, excessivo (então gótico, ou possivelmente barroco).

Em oposição à filosofia neoclássica, de procedência aristotélica, os autores góticos investiram na criação de imagens obscuras e representações simbólicas. O medo e o anseio pela morte foram temas centrais nessas narrativas cujos enredos oscilavam entre a realidade verificável e a aceitação de um mundo sobrenatural. O romance gótico catalisou imagens que, devidamente adaptadas, reaparecerão no romance histórico do século posterior. Alguns exemplos recorrentes dessas imagens iniciais são: abadias decadentes habitadas por clérigos maléficos, castelos sinistros onde aristocratas tirânicos vivem isolados da sociedade como um todo. Dentro desses cenários, é possível que portas se fechem misteriosamente e velas se apaguem com uma súbita rajada de vento ao se caminhar em corredores escuros. Enquanto isso, personagens se locomovem através de passagens secretas ou se escondem em úmidos recintos subterrâneos. Em contraposição às ambientações internas, geralmente tensas e claustrofóbicas, também são freqüentes nesses romances as representações de quadros externos, ou seja, a interpretação de cenas da Natureza. Entretanto, o interesse por tais temas naturais não foi exclusividade da narrativa gótica e remontam a tradição clássica. A Natureza, enquanto tópico literário, já se encontra presente em Horácio e em Virgílio, cujo conceito de locus amoenus seria revisitado pelo neoclassicismo. Todavia, a Natureza nos romances góticos freqüentemente se reveste de um certo terror, cujo efeito é alcançado por uma retórica do excesso, uma linguagem hiperbólica com ênfase adjetival que torna o cenário grandioso e intimidante: vastas paisagens, montanhas, abismos, vulcões, tempestades, mares revoltos, cachoeiras trovejantes, florestas escuras nas quais bandidos cruéis espreitam e as heroínas perseguidas temem (e os leitores desejam) que o pior lhes aconteça.

Enquanto fenômeno comercial, o romance gótico, essa ficção pré-romântica e pseudomedieval, foi intensamente produzida e avidamente lida na Inglaterra do final do século XVIII até o começo do século XIX. Durante o período os romances góticos haviam se tornado voga e obsessão entre um público leitor que não se cansava de consumi-los. A publicação desses romances havia virado um negócio rentável para livreiros e escritores profissionais constantemente ocupados em suprir a demanda de um número crescente de leitores e em prover lançamentos para os gabinetes de leitura.Mas o ciclo de prosperidade teve curta duração. O romance gótico alcança seu auge na década de 1790, com a publicação das obras que consolidam suas características principais. Todavia, ao final da próxima década esses romances já eram tido como um produto literário “obsoleto”, criticado em seus aspectos mais extravagantes.

O grande sucesso de público deu início a uma série de lançamentos do mesmo formato. O furor desencadeado pela ficção gótica ocasionou uma produção enorme, em sua maioria direcionada para a venda e com pouca preocupação pela inovação literária. As imagens e símbolos usados pelos autores para a criação de efeito (ruínas, monastérios, castelos, labirintos, igrejas), as ambientações em países distantes e católicos, a donzela em perigo, seriam exemplos desses lugares-comuns. Primeira literatura pré-fabricada da História, a saturação da produção, a complexidade e previsibilidade dos enredos seriam os motivos para o declínio desse gótico passível de formularização, em função de uma literatura vitoriana de aspectos mais referenciais e contemporâneos, mas que volta e meia vê o gótico ressurgir nos espessos fogs londrinos de Dickens, por exemplo. Esse gótico reaparecerá no Romantismo do século seguinte fornecendo 1) quase uma cartilha para uma estética de efeito, 2) um inventário de objetos e situações e 3) a relação psicológica do homem com aquilo que ele considera o mundo exterior, embora o entendimento da cultura e da História já tenha mudado.


Apresentando o Gótico (horror e comédia)

Strawberry Hill, o castelo fajuto de Horace Walpole. Construído com a sua fortuna entre 1749 e 1776 para fugir de um mundo que mudava rapidamente e para atender o seu gosto pelo passado medieval.The Castle of Otranto, subtítulo a gothick story (1764), escrito por Sir Horace Walpole, é a obra seminal que marca o uso do termo gótico em literatura pela primeira vez. O pequeno romance, O Castelo de Otranto é um autodeclarado híbrido entre o antigo e o moderno (ver prefácios), entre o romanesco e o romance, colocando em cena um elmo monstruoso, espadas gigantes, uma mão invisível, calabouços labirínticos, quadros fantasmagóricos e toda a parafernália sobrenatural que faria o sucesso dos romances góticos subseqüentes. A veia teatral e cômica desta narrativa são aspectos declarados pelo próprio autor no prefácio à segunda edição (1765), mas que a crítica especializada não costuma destacar. Walpole foi um erudito, um diletante e um entusiasta da idade medieval e, a leitura do romance deixará patente que ele não pretendia ser levado a sério com este livro. O interesse do autor por assuntos medievais se manifesta nas descrições meticulosas do cenário, já que a narrativa investe na representação de átrios, pórticos, abóbadas, criptas e galerias. São precisamente essas características arquitetônicas que conferem o status de “gótico” ao romance walpoliano.


Panfleto do período vitoriano. O romance é transformado em comédia teatral.Na história, o único filho do príncipe usurpador Manfred, o enfermiço príncipe Conrad, morre no dia do seu casamento. O acontecimento é insólito: um elmo gigantesco cai misteriosamente do céu esmagando o jovem príncipe. Sem herdeiros e com uma antiga maldição do castelo pairando sobre a sua dinastia, o pai Manfred passa então a assediar sexualmente a noiva do filho morto. Obcecado pela idéia de desposar Isabella, contra a vontade da donzela, Manfred passa a rejeitar veementemente a filha “inútil” e a esposa “estéril”, tentando de todas as formas evitar a terrível profecia.

Não obstante, dos acontecimentos de inspiração sobrenatural desta obra derivará a tradição gótica inglesa, toda a literatura de Ann Radcliffe, o ser errante de Charles Maturin, Melmoth, the wanderer (1820), Dracula (1897) de Bram Stoker, todo o imaginário gótico anglo-americano do século XIX, nomeadamente, os contos de Edgar Allan Poe e Nathaniel Hawthorne, assim como as histórias de suspense, de detetives, romances policiais e thrillers contemporâneos. No momento assistimos à era digital reatualizar o gótico por meio de cartoons, graphic novels e videogames.


Reformulações do gótico walpoliano
The Castle of Otranto (1764) foi considerado demasiadamente inverossímil por seus sucessores e por essa razão autores posteriores preferiram reformar aquela narrativa estranha e pouco sofisticada. The Old English Baron, a gothic story (1777), se apropria do subtítulo walpoliano, a seu contragosto, e fornece a sua versão do que seria um romance gótico. Escrito por Clara Reeve, este romance trouxe o cenário de volta à Inglaterra e investiu numa história menos extravagante, mais realista e melodramática. Outras romancistas, como Sophia Lee, autora de The Recess; or, A Tale of Other Times (1783-1785), e Charlotte Smith, autora de Emmeline: The Orphan of the Castle (1788), também ajudaram a construir o romance gótico. Na década seguinte Eliza Parsons lançou The Castle of Wolfenbach (1793) e The Mysterious Warning (1796), Regina Maria Roche escreveu Clermont e Eleanor Sleath compõs The Orphan of the Rhine, ambos publicados em 1798. Note-se aqui que o romance gótico inglês vai se tornando e se consolida como uma ficção predominantemente escrita por mulheres. Entretanto, as romancistas preferiram uma escrita mais “doméstica”, nas quais as situações descritas, se não eram mais prováveis, não representavam as circunstâncias sobrenaturais como eventos reais, mas como frutos de um medo imaginário.

À maneira de Walpole, essas escritoras também usaram heroínas e ambientaram suas histórias na Idade Média ou Renascença, representando o passado nos termos da moralidade e da racionalidade vigentes. O romance Zofloya, or, The Moor: A Romance of the Fifteenth Century (1806), de Charlotte Dacre, destoa das obras acima ao transgredir as convenções de gênero estabelecidas e insinuar o desejo de sexo interracial. Tal como Desdêmona de Shakespeare, a heroína do romance, Victoria, se deixa seduzir pelas histórias mouriscas. No romance de Charlotte Dacre as expectativas convencionais do papel feminino são quebradas, pois Victoria também seduz o servo “negro”, mas em uma reviravolta gótica, no último momento, o necromante Zofloya revela a sua face demoníaca e atira Victoria a um precipício.


Fonthill Abbey, propriedade do escritor William Beckford, construída no século XVIII imitando o estilo gótico medieval. A construção, iniciada em 1795, fez parte do reflorescimento gótico inglês. Sua torre ruiu em 1825.Fascinado pelo lado mais extravagante do Oriente, o aristocrata inglês William Beckford investiu numa representação mais luxuriante de um déspota árabe para criar o seu infernal califa Vathek (1786). Escrito originalmente em francês, o romance de Beckford recriou fantásticos cenários orientais dedicados à apreciação sensualista. As imagens dos cinco palácios do califa (The eternal or unsatiating Banquet; The Temple of Melody, or The Nectar of the Soul; The Delight of the Eyes, or The Support of Memory; The Palace of Perfumes e The Retreat of Mirth or The dangerous) são descrições representativas desse projetado epicurismo e autoritarismo oriental. Apesar do seu discurso freqüentemente se revestir de aspectos estereotipados do Oriente, pois seu califa é praticamente um bufão, Beckford abordou uma procura fáustica pelo oculto, representou as paixões desmedidas e enfocou o estrangeiro/aristocrata como corrupto e ameaçador, caracterizando um romance gótico-exótico.

Uma ficção mais consolidada e representativa dos aspectos que viriam a designar o romance gótico inglês surgiu com Anne Ward Radcliffe (1764-1823). De modo geral, os seus romances são considerados o zênite de uma produção gótica “canonizada”. Ela freqüentemente obtinha comentários favoráveis dos críticos de sua época, os quais aprovavam sua “correctness of sentiment”, sua “elegance of style” e “proper characterisation”. Anne Radcliffe, sem dúvida, representa o ápice de um romance popular e comercial. The great enchantress, como era chamada, tinha uma imaginação prodigiosa, conhecia bem as obras dos romancistas anteriores, tanto daqueles que desenvolveram o culto do suspense como os que investiram em histórias sentimentais. Em suas histórias Radcliffe deu ênfase à representação da pobre heroína perseguida ou “persecuted innocence”, trabalhando aspectos aprendidos com Samuel Richardson.

Radcliffe também usou habilidosamente as teorias de Edmund Burke sobre o Sublime para atingir os efeitos de suspense nas suas histórias. Nas suas obras há grandes descrições de quadros naturais, inspirados na poesia e na pintura. Consta que Radcliffe uma vez disse que seu objetivo era pintar quadros com palavras, em seus romances são muitas as referências ao ato de desenhar e pintar. Seus principais romances combinam a plasticidade nas descrições com uma prosa poética, são eles: The Castles of Athlin and Dunbayne (1789), A Sicilian Romance ([[1790[[), The Romance of the Forest (1791), The Mysteries of Udolpho (1794). Grande parte de sua reputação literária vem deste romance, seguido de The Italian, or The Confessional of the Black Penitents (1797). A popularidade de Anne Radcliffe pode ser atestada pelos inúmeros imitadores do seu trabalho, os quais trocavam algumas palavras e surgiam com títulos como: The Mysteries of the Forest, The Monk of Udolpho, Italian Mysteries, e até pseudônimos tão pouco originais como Mary Ann Radcliffe. Todavia, nenhuma dessas emulações poderia competir em pé de igualdade com o que Radcliffe fazia de melhor. Seu trabalho influenciou a geração subseqüente de ilustres escritores, nominalmente Sir Walter Scott, Lord Byron, Charles Maturin e Charlotte Brontë. Todavia, Scott e Brönte não podem ser considerados escritores de literatura gótica, pois, na época em que viveram, o entendimento da realidade e da História já havia mudado.

Em Northanger Abbey (1818), Jane Austen opera nos limites estabelecidos pelas histórias de Anne Radcliffe, parodiando e expondo a estrutura desses romances góticos excessivamente fantasiosos. Austen parodia as fantasias absurdas dos romances góticos e o seu gosto por um universo imaginário em detrimento de uma perspectiva mais realista e referencial. Este romance já se tornou um paradigma satírico dos romances góticos, mas, visto de outra maneira, o livro insinuaria a força contagiosa da ficção na vida real, manifestada nas vicissitudes da jovem Catherine Morland que se cerca de cenários, atmosferas e situações que fazem o romance gótico reconhecível com tal. Parte da ação de Northanger Abbey consiste em conversas em torno de romances góticos, nas quais os personagens (masculinos e femininos) discutem pontos de vista sobre esse tipo de ficção. Udolpho é o romance mais comentado, todavia há sete romances (Castle of Wolfenbach, Clermont, The Mysterious Warning, Necromancer of the Black Forest, Midnight Bell, Orphan of the Rhine e Horrid Mysteries) citados em um trecho do livro que ficaram conhecidos como The Northanger Novels. Por muito tempo acreditou-se que Austen havia inventado alguns desses títulos, mas são de fato livros reais, muitos re-publicados recentemente. De certa forma, Northanger Abbey funcionaria como The Female Quixote (1752) de Charlotte Lennox, cujas percepções do mundo são moldadas a partir da leitura de certos tipos de livros.

Entre os dois mais bem-sucedidos romances de Radcliffe, Matthew Lewis publica The Monk (1796). Esta obra importunou a fleuma da sociedade inglesa ao retratar um crime triplo: estupro seguido de incesto e cometido por um eclesiástico. O padre Ambrosio viola sua paroquiana e descobre que ela é sua irmã. The Monk dialogou com a fórmula literária que havia definido o gótico sob a influência de Radcliffe, ou seja, o sobrenatural subjugado às explicações racionais, a solução narrativa conhecida como “explained supernatural”. Ao apresentar uma literatura gótica diferente da mistura entre “romance sentimental” e “sobrenatural explicado”, Lewis gerou uma enorme polêmica sobre moralidade e conduta social. A respeito dessa narrativa Coleridge disse: “a romance, which if a parent saw in the hands of a son or a daughter, he might reasonably turn pale”. Por descrever cenas de sexo e putrefação de corpos, o romance foi considerado escandaloso para a época e o seu autor, que também era MP (membro do parlamento inglês), quase perdeu o mandato. A variante gótica de Lewis se baseava no Schauerroman (horror-romance) alemão, uma ficção mais abrupta e violenta (não é considerada gótica) que admitia a existência de entidades sobrenaturais. O escritor, que havia aprendido alemão na adolescência, traduziu para o inglês as obras de autores que estavam em voga na Alemanha, inclusive copiou trechos inteiros da tradição germânica e os acrescentou aos seus romances. Cito como exemplo um episódio que se encontra no capítulo quatro de The Monk, a lenda da bleeding nun, que faz parte da imaginação folclórica alemã, ou ainda the corpse bride (a noiva cadáver que Don Raymond desposa por engano), lenda germânica que também é mencionada no romance. Aos olhos de hoje, a provocação de Lewis parece incompleta, pois o caso nem ao menos se passa na Inglaterra, mas na Espanha, e, com a punição de Ambrosio, a ordem social burguesa achata e suplanta a rebeldia do vilão. Não obstante, Lewis e Radcliffe são os dois autores que consolidaram o núcleo do romance gótico inglês.

Escritores do século XVIII não tinham dúvidas de que os romances góticos representavam um tipo de literatura política. Além da interpretação do Marquês de Sade, sobre a emergência da literatura gótica em conexão com a Revolução Francesa (ver prefácio: Les Crimes D'Amour, 1800) outra leitura muito influente pode ser vista em The Pursuits of Literature (1796), de T. J. Matthias, no qual ele pretende distinguir a grande, bem intencionada literatura daquela subversiva. Matthias entende que a literatura deveria cumprir um papel ideológico na sustentação da democracia e do projeto de nação inglês. Para ele, o romance gótico não desempenhava essa função a contento, pois parecia se identificar com a confusão, o excessivo, o comportamento passional e as conspirações revolucionárias. O autor defende a existência da ordem política, doméstica e religiosa do país, usando um tom que lembra o de Burke em Reflexões sobre a Revolução em França. Parece ter escapado Matthias que os padrões, estratégias e conclusões da maioria das representações ficcionais (salvo a de dissidentes como Shelley, Wollstonecraft e Paine) convergia exatamente para os ideais a que ele aspirava.

Melmoth, the wanderer (1820) de Charles Maturin, é considerado o último suspiro dessa era gótica, a qual produziu uma literatura popular de consumo, durante os anos de 1764 a 1820. Costuma-se dizer que após essa última baliza temporal a ficção gótica começa a declinar, pois a previsibilidade dos romances, impregnada de um sensacionalismo exagerado, havia gastado sua magia junto aos leitores. Entretanto, tal periodização não se sustenta, já que a partir de 1820 a inquietação e o medo provocados pela Independência dos Estados Unidos (1776), a Revolução Francesa (1789) e pelas idéias do iluminismo burguês são transferidos para outros assuntos. Voltando-se para os novos paradoxos do racionalismo, gerados pelo crescente desenvolvimento científico, outras obras dão continuidade a essa mentalidade. O deslocamento da literatura gótica, que é em essência uma literatura de terror, para temas mais condizentes com a época pode ser verificado em Frankenstein, or The Modern Prometheus (1820), escrito em 1818 por Mary Shelley. Outras obras representativas dessa mudança de foco são: The Strange Case of Dr. Jeckill and Mr. Hyde (1886), até as inquietações vitorianas em The Island of Dr. Moreau (1896), de H. G. Wells e Dracula (1897) de Bram Stocker. Estas obras exploraram um terror mais científico e moderno, envolvendo aparelhos e tecnologia, como telégrafos, trens e máquinas de escrever.

A literatura gótica se apresenta na forma de romances e constitui uma manifestação literária ocorrida especificamente na Inglaterra e compreendida dentro de uma baliza temporal (1764-1820), ainda que alguns dos seus elementos reapareçam nos séculos posteriores. O romanesco, que havia permanecido na produção do início do século XVIII como forma residual, volta a ganhar força com a ascensão do romance gótico a partir do meado do século e rivaliza com a produção culta, científica e histórica. Em termos de periodização, a maioria dos teóricos admite a passagem da escola neoclássica para a escola romântica, deixando de fora este movimento de uma literatura menor que se perpetua até hoje na literatura e cinema moderno.


Gótico Europeu (França e Alemanha)
Além da Inglaterra podemos notar a proliferação de um gótico europeu, principalmente na França representada pelos os grandes autores de histórias extraordinárias como Prosper Mérimée, Gustavo Adolfo Bécquer, e na Alemanha com E.T.A. Hoffmann.


Romances Formadores (o gótico clássico)
The Castle of Otranto (1764) escrito por Horace Walpole (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
Vathek, an Arabian Tale (1786) escrito por William Beckford (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Mysteries of Udolpho (1794) escrito por Ann Radcliffe (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
Caleb Williams (1794) escrito por William Godwin (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Monk (1796) escrito por Matthew Lewis (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Italian (1797) escrito por Ann Radcliffe (Texto completo em inglês IN: Tropical Gothic)
Clermont (1798) escrito por Regina Maria Roche
The Children of the Abbey (1796) escrito por Regina Maria Roche
Frankenstein (1820) escrito por Mary Shelley (Texto completo em inglês IN: Tropical Gothic)
Melmoth the Wanderer (1820) escrito por Charles Robert Maturin (Texto completo em inglês IN: HorrorMasters.com)


Desenvolvimentos Posteriores (a persistência do gótico)
Northanger Abbey (1818) escrito por Jane Austen (Texto Completo em inglês IN: Wikisource)
Nightmare Abbey (1818) escrito por Thomas Love Peacock (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
Carmilla (1872) escrito por Joseph Sheridan le Fanu (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1886) de Robert Louis Stevenson (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Picture of Dorian Gray (1891) escrito por Oscar Wilde (Texto completo IN: Project Gutenberg)
Dracula (1897) escrito por Bram Stoker (Texto completo em inglês IN: Wikisource)
The Turn of the Screw (1898) by Henry James(Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)
The Monkey's Paw (1902) escrito por W.W. Jacobs (Texto completo em inglês IN: Project Gutenberg)

Literatura Crítica (cronologicamente)
Edith Birkhead (1921) The Tale of Terror.

Montague Summers (1938) Gothic Quest.

Devendra Varma (1957) The Gothic Flame.

Victor Sage (1985) Horror Fiction in the Protestant Tradition.

David Punter (1996) The Literature of Terror.

Maggie Kilgour (1995)The Rise of the Gothic Novel, Routledge.

Fred Botting (1996) Gothic, Routledge.
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ESTA CHEGANDO!!!!!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010.

23/10/2010 - NO NOVO TEQUILAS ROCK BAR (bar reformado)
-http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=9606791840576039908

DISCOTECAGEM COM VINIL - RAI MAN E SANDROSONIC

E SHOW AO VIVO COM

TRANSGRESSÃO (sorocaba)
http://www.myspace.com/transgressao

THE MODEM (são paulo)http://www.youtube.com/watch?v=qrKfD3792GY
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NOVAS E RAPIDINHAS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010.

23/10/2010 - NO NOVO TEQUILAS ROCK BAR (bar reformado)
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-15/01 - SEXTA-FEIRA

ATTAQUE DO VINIL MAN NO SOUND

smiths-cure-depeche mode-N.I.N.
kraftwerk-cabine C-harry-anfetaminas

a partir das 20h - entrada FREE


-REsultado da enquete:
Em que vcs dao mais destaque numa balada gotica??
16% ao som que rola
15% ao publico que vai
8% ao meu bem estar
8% ao proprio local onde esta sendo realizado a balada gotica.
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MATERIA- CINEMA DE HORROR/POR :Sérgio H.






Poucos contestarão a idéia de que o medo e o terror são estados ideais a serem retratados pelo cinema. Que outra mídia poderia captar os sons, as imagens, os climas e situações que compõe o genuíno terror de maneira mais digna?

O conceito vigente de horror em meados do século (XIX), quando os primeiros experimentos com sais de prata foram realizados, levando a descoberta da fotografia, e o aperfeiçoamento das técnicas de captação de imagem até o surgimento do cinema, era, naturalmente, o horror gótico.O termo "gótico" foi aplicado a este tipo de horror muito depois que sua importância se deu em matéria de produção constante. Trata-se do horror com "classe", "chique”, "estiloso" o antigo horror europeu, de cadeiras de couro, cortinas de veludo e mortes com pouco sangue. O Horror gótico, de maneira geral, centra-se em cenários típicos da Europa medieval: Castelos, afastadas mansões mal-assombradas, pequenos vilarejos no interior da Europa. Homens de cartolas e fraques, damas de longos vestidos e cabelos bem arrumados, velas com sua luz amarelada, afastando (mas não muito) a escuridão, carruagens, longas capas negras, teatros mal-assombrados, seqüestros, lutas de espada, festas a fantasia com máscaras aterrorizantes, fantasmas nos esgotos de Paris, assassinatos misteriosos e corvos negros que repetem "nunca mais" e sempre um pequeno filete de sangue rubro compõe o clima desse tipo de Horror. Temos como obra literária marcante do horror gótico (pouco antes da invenção do cinema) o conhecido Drácula, de Bram Stoker, que estabeleceu o padrão (mais tarde estereotipado) do gênero. Os escritos do americano Ambroise Bierce (desaparecido após ir para a guerra no México, no inicio do século vinte. Curiosamente, Bierce tem inúmeras histórias de horror que lidam com desaparecimentos) Edgar Alan Poe, Guy De Maupassant, Arthur Conan Doyle, Mary Shelley, Robert Louis Stevenson, Anatole France, M. G. Lewis, Charles Maturin e muitos outros deram a base para o surgimento dos primeiros fotogramas de terror. Aparecendo inicialmente em curtas realizados por pioneiros como George Méliès A Mansão do Diabo, 1896) e Thomas A. Edison (Frankenstein, 1910),o terrorganhou seu primeiro longa-metragemem 1919, naquele que é até hoje umadas mais perfeitas obras primas do gênero: O Gabinete do Dr. Caligari. Arte emestado puro – delirante, assustador e inimitável - aborda temas que traçaram o perfil do gênero nas décadas seguintes: mortos-vivos, assassinatos, loucura, amor e morte. Caligari inaugurou o expressionismo alemão, que gerou ainda mais obras mórbidas e obsessivas como Nosferatu, uma Sinfonia do Horror (1922), primeira adaptação do romance Drácula, de Bram Stoker, com direção de F. W. Murnau.
O primeiro grande astro do gênero foi Lon Chaney, também um mestre da maquiagem, que estrelou as primeiras versões de O Corcunda de Notre Dame (1923) e O Fantasma da Ópera (1925). A década de 30 revelou Bela Lugosi, que atuou em cerca de 70 filmes (muitas vezes no papel de vampiro aristocrático); e aorl. Kadow, que começou como o monstro de Frankenkein, passou por comédias góticas produzidas por Roger Cormam nos anos 60 e terminou em lamentáveis produções mexicanas. Vincent Price (1911-1993) também foi essencial para a popularidade do gênero. Como o alucinado Dr. Phibes, criou o vilão mais adorado do cinema, temperando o horror com um sofisticado humor negro.
O filme alemão Nosferatu não pôde usar o nome "Drácula" por problemas com herdeiros de Stoker, e assim a primeira versão oficial do romance foi realizada em 1931, pela Universal. O sucesso do filme elevou o húngaro Bela Lugosi ao estrelato, e deu inicio à longa série de filmes clássicos do estúdio. Nos anos seguintes vieram Frankenstein, A Noiva de Frankenstein, A Múmia (Os três estrelados por Boris Karloff), O Homem Invisível (único papel central de Claude Rains), O Lobisomem (com Lon Chaney Jr.) e Freaks, filme polêmico dirigido em 1932 por Tod Browning, que aterrorizou as platéias colocando no elenco verdadeiras aberrações do circo. O império de horror da Universal chegou até o meio dos anos 40, quando o próprio estúdio satirizou seus monstros (em encontros com dupla Abbott & Costello).
Com A Maldição de Frankenstein (1957), o estúdio inglês Hammer iniciou uma nova era para o terror. Seus filmes tinham uma atmosfera gótica temperada com sangue vermelho, nas primeiras versões coloridas de Frankenstein, Drácula, Lobisomem, Múmia e outros monstros. O estúdio revelou atores como Oliver Reed e a dupla Peter Cushing e Christopher Lee (que passaram uma década caçando um ao outro vampiros ou monstros), além de diretores como Terence Fisher e Freddie Francis. Mas foi mesmo Alfred Hitchcock quem criou a obra mais perturbadora e revolucionária da década de 60. Psicose é a verdadeirasemente de todos os filmes sobre serial killers. Baseado no caso real do canibal Ed Gein, mostrava que o verdadeiro horror (aquele de tirar o sono) não reside no sobrenatural, no fantástico; mas no cotidiano moderno, bem ao nosso lado... O mesmo Gein serviu de base para outros dois clássicos: Deranged (1974) e O Massacre da Serra Elétrica (1974, de Tobe Hooper), provavelmente o filme de terror mais importante da década de 70. Em épocas mais recentes, serial killers viraram ícones pop nas cine-séries Halloween, Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo. O horror é o único gênero capaz de consagrar até mesmo diretores medíocres como Ed Wood Jr., que ficou famoso com seu infame Plan 9 from Outer Space (considerado o pior filme da história e resgatado por Tim Burton na biografia Ed Wood). Herschel Gordon Lewis é outro que escreveu seu nome na história do gênero graças ao exagero. Banquete de Sangue e Maníacos tomaram-se clássicos B dos drive-in nos anos 60 devido aos verdadeiros banhos de sangue que ainda hoje impressionam. Em 1968, o jovem George A. Romero filmou A Noite dos Mortos Vivos, o primeiro de sua trilogia sobre zumbis, copiado à exaustão. O filme mistura crítica social (os cadáveres são reanimados por contaminação radioativa), terror psicológico e violência explícita. Até o Brasil contribuiu para o gênero. José Mojica Marins, mais conhecido por seu personagem Zé do Caixão, realizou uma série de filmes de horror, de recursos precários mas ricas em imaginação e criatividade.. Ganhou fama mundo afora, mas pouquíssimo reconhecimento em seu próprio país.

Os primeiros grandes sucessos de bilheteria surgiram nos anos70. O Exorcista (1973) conseguiu a façanha de ser o primeiro filme de horror a ser indicado à categoria principal do Oscar. Já a nova safra é formada por cineastas que recriam fórmulas consagradas. Diretores como Sam Raimi, Stuart Gordon e Fred Olen Ray realizam obras reprisando temas de filmes clássicos ou de produções a quase esquecidas. O escritor Stephen King nunca escondeu que seus livros são versões recontadas de obras famosas. Seus romances renderam obras-primas como O Iluminado e Carrie, a Estranha, se desdobrando em mais de 30 filmes (superando em fama autores como Edgar Alan Poe e H.P. Lovecraft).
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ARTIGO DO MOMENTO-Death rock

Dependendo de como é usado, Deathrock (também escrito como Death Rock) pode ser:
1- um rótulo aplicado a um ramificação do Punk Rock que incorpora o visual e temas de filmes de terror que surgiram primeiramente nos Estados Unidos no final dos anos 70 e início dos anos 80;
2- Um sinônimo para a primeira geração do Gothic Rock;
3- Um rótulo para bandas "modernas" (pós 90’s) de Deathrock, que possuem uma maior influência das bandas Post-Punk que as anteriores.
4- A subcultura dos que freqüentam a atual cena musical do Deathrock.

Origem do Deathrock
Etimologia do Deathrock
A origem do termo Deathrock pode ser percebida nos anos 50, quando foi usado para descrever um gênero do Rock And Roll chamado "death rock". Este tipo de rock começou em 1958, com a música "Endless Sleep", de Jody Reynold e terminou em 1964 com "The Last Kiss", de J. Frank Wilson. Nessas músicas, os jovens falavam sobre as trágicas mortes de seus namorados e namoradas em acidentes, desde suicídio a doenças, etc. "Leader Of The Pack", do The Shangri-Las, é o melhor e mais conhecido exemplo, mas outras canções bastante conhecidas desta época são "Teen Angel", do Mark Dinning, e "Tell Laura I love her", do Ray Peterson. Essas primeiras canções de "death rock" eram geralmente mais sérias, introspectivas e românticas em comparação as atuais, nas quais nos deparamos com vampiros, monstros, lobisomens, etc.
É difícil dizer exatamente quando o termo death rock reapareceu para descrever bandas que cantavam sobre a morte com um visual assombroso; foi usado também em 1979 para classificar o som de diversas bandas que mais tarde foram associadas a cena death rock. Mark Splatter, do deathrock.com, atribui isso a Rozz Williams, ao mesmo tempo que outros dão créditos a letra de "All Hell Breakes Loose" (and broken bodies in a death rock dance hall), da Misfits, em 1979, enquanto ainda há outros que atribuem o termo as bandas de punk rock de Los Angeles, por sua obsessão pelo visual fantasmagórico e pela morte, do mesmo jeito que "positive punk" foi usado pela mídia para intitular os primórdios do som feito na Batcave, no Reino Unido. De qualquer forma, o termo "Deathrock" parece ter surgido pela primeira vez na costa oeste dos Estados Unidos e de depois se espalhado.
Esse termo foi usado também de forma trocada com "Gothic Rock" até um tempo durante os anos 90 quando, de acordo com Rozz Williams, Andrew Eldritch do Sisters of Mercy declarou sua preferência pelo termo Gothic Rock. Depois disso, o termo Deathrock saiu de moda e foi raramente usado, exceto em referência as bandas de Los Angeles 45 Grave e Christian Death.


Primeiras influência do Deathrock
Enquanto as canções de “death rock” mencionadas anteriormente (canções de Mark Dinning, Shangri-Las, Ray Peterson, etc) ajudaram a determinar alguns dos temas que seriam associados com o Deathrock – morte, mágoa, perda, tragédia, etc -, o instrumental do Deathrock talvez tenha sido influenciado por músicas menos “sérias”, do fim dos anos 50, como Bobby “Boris’ Pickett com “Monster Mash” e Screamin’ Jay Hawkins com “I put a spell on you” nos Estados Unidos, e Screaming Lord Sutch & The Savages com “Murder in the Gaveyard” na Grã-Bretanha. Essas canções ainda são tocadas ocasionalmente em clubes de Deathrock.
Nos anos 50, filmes-B de terror e suas trilhas sonoras mostradas em cinemas drive-in também contribuíram com a moda, o visual, e influências temáticas do Deathrock. Essa influência continuou nos anos 60, com séries de TV como Addams Family, the Munsters, the Twilight Zone, e Dark Shadows, e também com as freqüentes apresentações de filmes de terror na televisão. De acordo com Dinah Cancer, filmes de terror italianos era uma grande inspiração para o visual do 45 Grave. Filmes de terror eram freqüentemente exibidos em fantasmagóricas casas de filmes de horror, como a Vampira e Elvira, em Los Angeles, John Zacherle, na Filadélfia e Nova York, e Ghoulard, em Cleveland.
Além disso, bandas de rock como The Doors, Velvet Underground, Iggy Pop and The Stoogs, Black Sabbath, Alice Cooper, Kiss, etc, continuavam a construir o caminho para o Deathrock através da exploração de temas e instrumentais obscuros e, em alguns casos, apresentando visuais mórbidos e de terror em seus shows. Rozz Williams indica especificamente Kiss e Alice Cooper como duas de suas grandes influências.
Esses elementos reapareceriam entre 15 e 20 anos depois na geração que cresceu ouvindo e assistindo a rotina dessa sub-cultura e de bandas muito conhecidas, quando começaram a incorporar essas influências a um novo tipo de música chamado Punk. No entanto, o Deathrock não foi o único a ser influenciado por esse agrupamento de elementos obscuros; tanto o Horror Punk quanto Psychobilly, dois outros subgêneros do Punk, foram bastante influenciados por eles.

O surgimento do Deathrock nos Estados Unidos
O Deathrock surgiu na América no fim dos anos 70, enquanto filmes de terror influenciavam a pré-existente cena punk/hard core.
Talvez, a mais ativa e documentada cena de Deathrock era em Los Angeles, e concentrada ao redor de bandas como 45 Grave (1979), Christian Death(1979), Kommunity FK (1981), Gun Club (1981), Voodoo Church(1982), Burning Image(1983), etc. Entretanto, outras cidades dos Estados Unidos também possuíam bandas que mais tarde seriam classificadas como Deathrock como Theatre of Ice (1978) e Naked and Dead (1985).
A maioria das bandas de Deathrock foram pelo menos parcialmente influenciadas por artistas do Glam, como David Bowie, Alice Cooper, T. Rex, The New York Dolls, assim como por progenitores do Punk, como MC5, the Stooges, Richard Hell & The Voidoids, etc. Eles não teriam ainda sido influenciados pelas bandas de Gothic Rock da primeira geração, como Bauhaus, Siouxsie and The Bashees, Joy Division, etc.
Essas primeiras bandas de Deathrock tomaram a base do Punk e ocasionalmente a do Hard Core, a adicionaram um grande amontoado de visuais obscuros e engraçados e temas emprestados da cultura pop. Mais tarde, esse tipo de Punk misturado com Horror e com trilhas sonoras de filmes de terror seria identificado como Deathrock. No entanto, essas bandas não foram identificadas imediatamente como parte de um novo subgênero do Punk; eram simplesmente consideradas como um punk/hard core mais dark ou até mesmo horror punk. Essas bandas tocavam nos mesmos lugares que bandas punk, hard core e new wave tocavam; não eram consideradas um cenário musical à parte.
Em 1981, observando o Veil, um clube em Los Angeles inclinado para uma clientela gótica, indica que as “artes do subúrbio” podem ter também influenciado indiretamente a cena Deathrock por sustentar clubes que tocavam Gothic Rock e Deathrock. Ao contrário de muitos sub-gêneros do Punk, muitas canções deathrock possuem um ritmo muito dançante. A letra da canção de 1987 da banda Dead Milkmen, “Instant Club Hit (You’ll dance to anything)” mostra que estudantes de arte eram os mais entusiasmados sustentadores das cenas góticas e deathrock durante os anos 80.


Um paralelo desenvolvimento no Reino Unido: A Batcave em Londres
Ao mesmo tempo em que o deathrock surgia como um ramo obscuro do punk rock nos estados Unidos, algo bem similar surgia do punk rock e post-punk independentemente no clube chamado Batcave, em Londres.
Inicialmente, o batcave era direcionado ao Glam e ao New Wave. No entanto, as bandas que mais tocavam lá, Specimen, Alien Sex Fiend e Sex Gang Children eram muito influenciadas pelo Horror existente na cultura pop britânica. Essas bandas desenvolveram um som mais obscuro, separando-as das bandas britânicas de New Wave e Glam. Primeiramente, se referiam a este tipo de som como positive punk, para diferenciá-lo de bandas punk com tendências anarquistas e violentas, mas este termo logo deu lugar ao Gothic Rock.

A Fusão com o Gothic Rock
No inicio de 1983, a Cena Batcave na Inglaterra adquiriu o rótulo de “Positive Punk”, porém em menos de um ano foi modificado para “Goth” e “Gothic”. In 1983, The Gun Club começou um tour pela Europa como fez o Chistian Death o que significou que a Batcave européia e Death Rock americano agora eram capazes de influenciar diretamente uma a outra. Dois anos depois, em 1985, a banda de deathrock Kommunity FK iniciou um tour com a banda batcave Alien Sex Fiend o que continuou essa tendência. Dessa forma com o tempo, Death Rock e Batcave começaram a se fundir um com o outro, desenvolvendo-se o Gothic Rock. Conseqüentemente, o termo “Gothic Rock” substituiu o Deathrock, o que Rozz Williams atribuiu a influência da banda The Sisters of Mercy.
Os medos da década de oitenta também marcaram a segunda geração do Gothic Rock que foi quando a influência do Post-Punk começou a diminuir e ser substituída, com a aproximação de um rock mais sério e orientado. O tempo do Gothic Rock gradualmente diminuiu em ritmo e se tornou mais mecânico com a grande disseminação do uso de baterias eletrônicas no lugar de bateristas ao vivo. Além disso, a influência crescente de vocais destoados iria então substituir os mais estilosos vocais Punks e Post-Punks. Essa mudança no som foi ampla devido à influência da banda The Sisters of Mercy.
Durante a terceira geração do Gothic Rock em meados da década de 90, a música começaria a incorporar vários elementos mais rudes, os sons inspirados em fábricas da música Industrial e os sons mais eletrônicos e repetitivos do EBM e Electro-industrial, enquanto perdendo um pouco da introspecção remanescente e do romantismo inerente nas primeira e segunda gerações do Gothic Rock. Alguns Goth Clubs balanceavam o Deathrock em suas setlists e no lugar focalizaram-se na música eletrônica alternativa (EBM, Futurepop, Darkwave, Power noise, etc.) para atrair uma multidão crossover. Essas mudanças alienaram e desviaram muitos da cena Gótica que preferiram os sons energéticos e punkers do Deathrock e do Batcave. O descontentamento crescente com o novo rumo do Gothic Rock e a cena Club levou muitos a procurarem para si as raízes do Deathrock/Batcave.


Os principais representantes do Deathrock

Rozz Williams
O álbum inalgural de 1982 do Christian Death, “Only Theatre Of Pain” é amplamente tido por muitos como o primeiro álbum puramente Deathrock, que não poderia ser classificado simplesmente como um “sabor” mais dark do punk (como T.S.O.L ou The Damned), horror punk (como 45 Grave ou Voodoo Church), ou post-punk (como Bauhaus ou Joy Division). Como resultado, Rozz Williams, o vocalista do Christian Death, Shadow Project e Premature Ejaculation, é considerado por muitos, um dos artistas de maior influência na cena Deathrock.

Dinah Cancer
Na década de 80, Dinah Cancer foi referida como a “Rainha do Deathrock”, a “Deusa do Deathrock” e “Alta Sacerdotisa do Deathrock” pelo seu cargo de líder da banda 45 Grave durante um tempo em que vocalistas femininas eram ainda consideradas praticamente raridades. Ela evitou o look mais “belo” do Gothic para aderir a um mais inspirado no horror, e enfatizou o lado mais “fun” do Death em oposição ao lado mais sério e sensual do Gothic.


Outros representantes
De qualquer forma, não significando que Los Angeles foi sozinha responsável pela formação do som Deathrock; muitas bandas nos EUA que lançaram EPs e LPs anteriores a 1982 poderiam agora ser conseideradas como Deathrock. Além disso, bandas britânicas fizeram maiores contribuições para o som, adicionando uma forte influência post-punk, incluindo Joy Division, Bauhaus, Siouxsie & the Banshees, etc. Outras bandas de todo o mundo adicionaram sua singularidade ao som Deathrock, incluindo Xmal Deutschland na Alemanha, The Virgin Prunes na Irlanda e The Birthday Party, etc.
The Sisters of Mercy, que é frequentemente tocada em Deathrock clubs, não é considerada a influência maior porque o som da banda tem mais em comum com a segunda geração de bandas de gothic rock do que o som mas punk da primeira geração.


Deathrock Moderno
O renascimento do Deathrock
Quase 20 anos depois que o Deathrock surgiu na cena musical no sul californiano, o renascimento do deathrock começa no mesmo local.
Em 1998 em Long Beach, Califórina, Dave and Jen Skott (AKA Dave and Jenn Bats) foram convidados pelo dono do bar local Que Sera para realizarem uma noite “old school”, uma festa de Halloween com temática Gótica. Depois do sucesso da festa de uma noite só, o evento rapidamente se tornou um regular Deathrock Club que se chamou Release the Bats (Soltem os Morcegos). (O clube foi nomeado após uma musica da banda australiana The Birthday Party.)
Release the Bats oferecia discotecagem com músicas de bandas de Deathrock clássico e moderno para a pista de dança, e mais a performance ao vivo de uma banda do genêro. A qualquer hora da noite, haviam quase a mesma quantidade de pessoas fora do clube se relacionando umas com as outras, quanto dentro do mesmo dançando com a música ou apenas ouvindo a banda que tocava.
O sucesso contínuo do Release the Bats e de outros Deathrock clubs que se seguiram na mesma linha, foram vistos como o primeiro sinal de que o Deathrock recomeçava a emergir como uma subcultura separada da subcultura gótica.


A musica Deathrock moderna
Bandas de Deathrock moderno tem um som levemente diferente das clássicas do estilo. O som de mistura horror punk hardcore foi diminuído considerávelmente pela influência maior de sons de bandas Post-punk, o exagerado Glam e Batcave.
Como resultado, o Deathrock moderno conta com o peso das guitarras rasgadas e/ou teclados para criar uma atmosfera densa e horripiliante, e a experimentação de outros instrumentos para criar sons incomuns é muito utilizada. Letras são tipicamente introspectivas, de nervosismo, medo e terror a flor da pele.Elas tratam de temas obscuros como isolamento, ironia, desilusão, perda, morte e etc. todas com a finalidade de acertar um cordão emocional com o ouvinte. De qualquer forma isso estabelece uma grande exigência aos vocalistas para que possam conduzir emoções complexas, então os mesmos precisam ser carismáticos e ter força, vozes diferentes e incomuns que possa fazer uma musica extremamente rítmica, incomum e atmosférica. Enquanto as músicas tem batidas rítmicas 4/4 para encorajar a dança, a pesada ênfase no “fazer diferente” faz com que os DJs de Deathrock façam seus giros ao próprio modo, tentando criar seus próprios meios e não tentando se adaptar a batidas como os DJs de Techno e EBM. Mudanças bruscas nos modos das músicas causadas por DJs inexperientes frequentemente levam os Deathrockers a deixarem a pista de dança.


cena moderna do deathrock

A cena Deathrock atual é similar a cena original de Los Angeles e a original cena Batcave de Londres. Com a adição dos clubes, a cena atual é centralizada em shows, eventos especiais, festas e exibição de filmes de horror. A Internet esta sendo a maior responsável pelo renascimento do Deathrock. Existem websites voltados para discussão e divulgação da musica Deathrock, bandas e moda voltada a filmes de horror, como o site deathrock.com e post-punk.com, além de listas de e-mails no Yahoo! e comunidades virtuais no LiveJournal e Myspace.
Em contraste com a cena mais antiga, a cena Deathrock atual tem 4 influências adicionais que não existiam nas décadas de 70 e 80.
Primeiro, existe a influência do Post-punk e Glam que vieram das bandas Batcave como Specimen, Sex Gang Children, Alien Sex Fiend, etc. A influência destas e outras bandas no Deathrock moderno causou mudanças no som longe do antecessor hardcore punk em direção a um som mais post-punk. Algumas das musicas com som mais denso e dark do ressurgimento de bandas do Post-punk moderno são também tocadas ocasionalmente em Deathrock clubs.
Segundo, existe a influência do Psychobilly (outro gênero musical que fundiu horror e punk) a qual é notada por ser fortemente apolítica. Esta influência desencorajou debates políticos que teriam o potêncial de fragmentar a cena. E o Drop Dead Festival, que consiste em vários dias apresentando no total 60 bandas entre estilos como Psychobilly, Horror Punk e Deathrock, parecido com o Psychobilly’s Hootenanny, que enfatiza a diversão e dá a bandas pequenas com pequenos grupos de fãs, a oportunidade de tocar para grandes públicos.
Terceiro, existe uma maior influência dos filmes de Horror no Deathrock, baseados em parte ou pouco filmes de horror estilo trash estão sendo feitos, mais a crescente disponibilidade de filmes de horror resultando em CDs e download legal de musicas on-line. Deathrockers também participam frequentemente de foruns de discussão na internet criando grupos com lista de e-mails de horror fans e muitos foruns de discussão sobre Deathrock tem separado seções especificas para filmes de horror.
Quarto, e talvez mais importante, agora existe a influência dos Deathrockers antigos que continuam ativos na cena numa nova geração de Deathrockers. Uma porcentagem significativa dos Deathrockers modernos, foram parte da cena oitentista e agora estão com uns 30 ou 40 anos. Membros da cena original do Deathrock não tiveram o benefício de um grupo de “veteranos” para lhes passar a história oral da musica e tradição da cena.
A medida que a cena Gótica moderna continua se afastando das raizes do Horror e Punk sobre a influência de um mais melódico EBM e Futurepop, mais as bandas de Deathrock e os clubes estão aparecendo como se fossem uma resposta reacionária a esta tendência. Cinema Strange, Bloody Dead and Sexy, The Brides, The Vanishing, Bella Morte e Devilish Presley são bandas populares de Deathrock moderno, enquanto Release the Bats em Long Beach, CA; Funeral em Pomona, CA; the Asylum em San Francisco, CA; Kiss Kiss Bang Bang in Melbourne, Australia; Dead and Buried em Londres, Inglaterra; Pagan Love Songs em Bochum, Alemanha; Onderstroom em Nijmegen, Holanda and The Wake in Nottingham, Inglaterra permanecem como populares Deathrock clubs.

Deathrock em comparação com outros subgêneros

Sinônimos do Deathrock
O Deathrock provavelmente tem mais sinônimos do que qualquer subgênero do punk, e eles ajudam a ilustrar as igualdades e diferenças em relação aos outros subgêneros relacionados. Esses sinônimos incluem os termos da década de 80: death punk, gothic punk, goth punk, horror rock, splatter rock, spooky rock and roll, positive punk, Batcave, PIB (Person In Black), e monochromatic punk; os termos da década de 90: punky-goth, gothic punk, old school goth, ‘80s goth, e new grave; assim como termos criados e popularizados de 2000 a atualidade: dark post-punk e dark dance punk.
Horror Punk é as vezes utilizado como sinônimo de Deathrock contudo, este não é a mesma coisa e sim um subgênero diferente dentro do Punk.

Outros gêneros derivados da fusão entre Punk e Horror
Os subgêneros do punk mais proximos relacionados ao Deathrock são Horror Punk e Psychobilly. Enquanto o Deathrock é uma fusão de pré-hardcore punk, post-punk e horror, o Horror Punk é uma fusão entre Punk e Horror, e o Psychobilly uma fusão de Punk, Rockabilly e Horror. Por causa da forte influência do Horror nestes três subgêneros, que existe uma considerável sobreposição (semelhança) entre seu senso de moda, preferências musicais e bandas.
Generalizando, Horror Punk soa ruidoso, rápido e próximo de bandas como Misfits inspirada em suas raízes hardcore punks. De modo oposto, o Deathrock soa mais introspectivo, sério e romântico que o Horror Punk. Os teclados são outro diferencial: Bandas de Deathrock frequentemente utilizam teclados ( principalmente pela atmosfera) enquanto que as bandas de Horror Punk e Psychobilly não. (De uma perspectiva mais humorística, o Deathrock não faz uso dos “Whoas” em seus acordes, frequentemente usam a palavra spooky para descrever sua musica.)
Psychobilly, contudo é mais fácil de distinguir do Horror Punk e do Deathrock pelo fato de que as bandas de Psychobilly normalmente usam o baixo perpendicular enquanto as outras duas não.
Post-punk, especialmente quando com temática dark, soa muito familiar ao Deathrock moderno, de qualquer forma o Post-punk raramente inclui temas relacionados a horror e imagens, que são importantes componentes do Deathrock. Adicionalmente, as bandas Post-punks geralemnte não oferecem shows demasiadamente teatrais enfatizando imagens de horror.


O que o Deathrock não é
Apesar de nomes parecidos, o Deathrock (que é subgênero do Punk) não tem conexão com o semelhantemente nomeado Death Metal (que é um subgênero do Heavy Metal).
Também, o Deathrock não pode ser confundido com Shock Rock. Deathrockers e bandas de Deathrock não procuram chocar ou causar controvérsia deliberadamente; As suas escolhas de moda se dão geralemnte de modo divertido e irônico. De qualquer maneira como já foi notado anteriormente, o Deathrock foi influenciado também pelos antigos Shock Rockers como Screamin’ Jay Hawkins e Alice Cooper.

•Texto traduzido da Wikipedia de língua inglesa (http://en.wikipedia.org/wiki/Deathrock) por Fallen Star e Morgana de Avalon.

Lista de Bandas de Death Rock:

•Deathrock clássico(bandas fundadas antes de1990)

45 Grave
Alien Sex Fiend
Ausgang
Bone Orchard
Burning Image
Castration Squad
Christian Death
Current 93
The Damned
Death Cult
Death Ride 69
Fahrenheit 451
The Flesh Eaters
Flesh for Lulu
Gun Club
Holy Cow
H-Bomb White Noise
Kommunity FK
Mighty Sphincter
The Mob
Naked & the Dead
Nervous Gender (arguable, could be classified as punk)
Nichts (Germany)
Of A Mesh
Samhain
Savage Republic
Screams for Tina
Sex Gang Children
Shadow Project
Skeletal Family Also Still around. Latest album 2005
Sorrow (Rose McDowall)
Specimen
Super Heroines
TSOL
Theater of Ice
Voodoo Church

•Deathrock Moderno(bandas fundadas após 1990)

A Spectre is Haunting Europe (Vancouver)
Antiworld (Portland, OR)
Astrovamps (CA)
Bella Morte (VA)
Black Ice (CA)
Bloody Dead & Sexy (Alemanha)
The Brides (NY)
Cancerslug (Alabama)
Cinema Strange (CA)
Deadchovsky (França)
Deadfly Ensemble (CA)
Dinah Cancer and the Grave Robbers (resurrected 45 Grave) (CA)
Eat Your Make Up (França)
Frankenstein (CA)
Frank the Baptist (CA)
Gorgonas (México)
La Pesta Negra (Espanha)
The Last Days Of Jesus (Slovakia)
Miguel and the Living Dead (Polônia)
Murder at the Registry (Alemanha)
The Phantom Limbs (CA)
Penis Flytrap (previously featuring Dinah Cancer of 45 Grave)
Scarlet's Remains (CA)
Sixteens (Berlin, Alemanha)
Sleeping Children, The (França)
The Sleepfarmers
Tragic black (UT)
The Vanishing
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