A Història das Origens do Gòtico

domingo, 5 de junho de 2011.

Artigo publicado na Alternative Press
(uma das principais publicações da imprensa alternativa americana) em novembro de 1994, constituindo-se numa verdadeira  lauda  histórica do movimento gótico.



Depois de seu auge, o Rock Gótico está arranhando a superfície novamente. Agora, como naquela época, esta música atmosférica adquire vários estilos e os transmuta em novas formas completamente.

"Não, nós nunca nos consideramos góticos, não havia nenhum movimento." -- Dave Roberts [Sex Gang Children]
"Nós não éramos góticos, nós éramos uma banda de puro rock and roll que se vestia como The New York Dolls." -- Rocco [Flesh for Lulu]
"Nós absolutamente não começamos como uma banda gótica." -- Michael Aston [Gene Loves Jezebel]
"Eu nunca fui um gótico, não no sentido tradicional, embora tenha existido um curto período em que eu usei maquiagem mais pesada." -- Gitane Demone [Christian Death]
"Siouxsie, The Cramps e Bauhaus, até o The Cure, até certo ponto, eram mais arquetípicos [Góticos] do que nós éramos." -- Wayne Hussey [Sisters of Mercy, The Mission]
"Nós nunca nos enfocamos conscientemente em, ou nos identificamos com, qualquer movimento ou qualquer entendimento diferente do nosso próprio." -- Peter Murphy [Bauhaus]
"Nós nunca nos consideramos parte da coisa gótica." -- Ian Astbury [Southern Death Cult]
"Eu sempre questionei  porquê eu teria entrado na categoria gótica!" -- Johnny Indovina [Human Drama]
"No momento em que uma banda gótica diz, 'Nós não somos uma banda gótica,' aí está o fim de sua carreira." -- Mick Mercer [Escritor, Gothic Rock]
"Mas eu não acho que qualquer pessoa com um mínimo de auto-estima admitiria ser considerada gótica" -- Rozz Williams [Christian Death, Shadow Project]

Ao final, nós havíamos conversado com várias pessoas de muita auto-estima, mas nenhum único gótico. Na verdade, tudo estava parecendo caminhar para uma badnight em uma sessão de ópio. Talvez nós tenhamos sonhado tudo isso -- os vestidos pretos rodados, os cabelos longos e emaranhados, olhos super delineados, batom, os brincos de osso, os cintos, os rostos de mortal palidez. Mas não, eles eram suficientemente reais, e havia multidões deles, envolvendo as casas noturnas de Londres em uma penumbra obscura, encarando o palco... Mas quem eles encaravam? Todas aquelas bandas com auto-estima, claro, e não quem era gótico.
Nico gravou o primeiro álbum verdadeiramente gótico, The Marble Index ou The End. Então veio The Banshees, e depois… Aperte Peter Murphy forte o suficiente e ele confessará, "Éramos nós" -- nós sendo Bauhaus, e o hit, "Bela Lugosi's Dead." Começou como uma brincadeira, mas desovou num gênero inteiro, um projeto tipo escola de arte arteira que fez um barulhinho e depois estourou e repercutiu, então espalhou-se através de um compacto de 12 polegadas que tem muito ainda para acontecer num álbum do Bauhaus. E não importava o que foi feito depois - nunca mais foi o mesmo que "Bela." Murphy mora na Turquia hoje, embora ele esteja gravando atualmente seu mais recente (quinto) álbum solo na Espanha. E, como a banda que ele liderou por cinco anos incandescentes no amanhecer da última década, ele jamais abandonou "Bela". "As pessoas ainda me perguntam sobre ela," maravilha-se.
Esboçando a história do estilo gótico em seu livro de 1991, Gothic Rock, o escritor Mick Mercer datou a gênese do movimento em apenas três bandas: Bauhaus, Theatre of Hate e Killing Joke. "Mas  o que veio depois é que foi a diversão, aspereza e queda de tudo isso -- tudo na sombra, no rastro ou sob a asa protetora do U.K. Decay -- Sex Gang Children, Ritual Danse Society, Ausgang, Specimen, Alien Sex Fiend, Christian Death... todas bandas irresistivelmente diferentes."
E talvez fosse isso que era tão especial, aquela forma musical tão estreitamente enclausurada, com tão poucos e específicos motivos e modos, e com tanta variedade. E aquele estilo propriamente gótico ainda seria vibrante hoje. Confira a ascensão de Rosetta Stone, Nosferatu, The Wake e atrás deles as comportas estão gritando -- Switchblade Symphony, Love Like Blood, Liers in Wait, Screams for Tina... O que é isto, um show paralelo? Ou uma lista de compras?
Em termos puramente históricos, o Estilo Gótico desenvolveu-se fora, mas muito dependente, de uma preocupação crescente dentro do que já estava (1978) sendo etiquetada como a escola pós-punk de introspecção sombria. Foi uma época que abriu com o personagem vampiro-chique de Dave Vanian [do The Damned] e com o tardio primeiro álbum do The Banshees (The Scream foi positivamente o último álbum da primeira-geração punk a aparecer); que atingiu um pico com a ascensão do Joy Division ("Love Will Tear Us Apart" foi ao top 20 em junho, 1980); e que explodiu com The Cure (a encharcada catedral de sombra do Faith) no ano seguinte. Era uma época em que o guitarrista do Bauhaus Daniel Ash podia olhar ao redor e perceber, "De repente haviam todas estas bandas com sobrancelhas raspadas." Mas era também uma época em que antigos valores do rock eram resgatados -- separe o Black Sabbath de suas conotações heavy metal e você consegue selecionar, de seus primeiros cinco LP's, um álbum gótico matador, com cada ponto de referência do futuro e seus requisitos intactos.
"Nossas influências," diz Steven Severin, do The Banshees (e quase todos confirmam), "foram Roxy Music, David Bowie e  T. Rex -- uma sexualidade torcida, um humor negro que era diferente." E como tudo isso transmutou para o som arquetípico gótico que permeia os primeiros dois álbuns do The Banshees -- e além? "Nós não dissemos a John [McKay, guitarrista] 'Oh, você tem que tocar um lá-sustenido menor ali, e ele será realmente fantasmagórico.' Nós diríamos, 'Faça um cruzamento entre o Velvet Underground e a cena de Psycho.'"
"Nós estávamos certamente na mesma sala com The Banshees," lembra Daniel Ash.
"Nico estava lá, também," confirma Ian Astbury. "Porque existe uma linhagem entre o Velvets e o punk. Mas Nico acabou se afundando em Manchester com heroína. O Southern Death Cult abriu o show do  Bauhaus na Universidade de Salford quando ela tocou 'Waiting for the Man' com eles, e Pete Murphy teve que segurá-la, ela estava totalmente chapada!"
Murphy percebeu algo mais, entretanto. "Nico era gótica, mas ela era do estilo gótico dos filmes de terror de Mary Shelley. As duas fizeram Frankenstein, mas o de Nico era real."
A princípio, o movimento que originou-se deste balde de arquétipos não tinha nome. "Levou cerca de um ano e meio [para a mídia compreender]," continua Peter Murphy. "E cerca de um ano para nós percebermos que estávamos realmente atraindo um público bem grande, pós-punks que estavam entrando em algo que nós chamamos Wildebeests. Realmente! Nós tocamos num festival [Futurama], e passeamos pelo palco para fazer nossa pequena parte, e de repente havia aquele barulho como um estouro distante vindo em nossa direção, inundando. E nós concluimos, 'Meu Deus! O que nós fizemos?'"
"O rótulo gótico era meio brincadeira," insiste Ian Astbury. "Um dos grupos que chegaram na mesma época [que Southern Death Cult] foi Sex Gang Children, e Andi -- ele costumava se vestir como um fã dos Banshees, e eu o costumava chamar de Duende Gótico porque ele era um cara pequeno, e era dark. Ele costumava gostar de Edith Piaf e esta música macabra, e morava em um edifício em Brixton chamado Visigoth Towers (Torre dos Visigodos). Assim, ele era o pequeno Duende Gótico, e seus seguidores eram góticos. Daí que veio o termo Gótico."
"Era paradoxal," Murphy continua, "porque de um lado, era um público que nós havíamos criado por nossos próprios esforços, mas do outro lado, nós estávamos um pouco perturbados, curiosos, e bem confusos -- por que nosso público se parece com isto?" Uma noite antes de um show, Murphy estava caminhando por Camden Town com o iluminador do Bauhaus, vendo o público chegar, "Eu me virei e disse, 'Deus, as pessoas realmente parecem estranhas hoje,' e ele riu -- 'Você quer dizer outras pessoas parecem estranhas?'"
"A primeira vez que eu assisti Bauhaus," diz o escritor Mick Mercer, "eles estavam abrindo o show do Gloria Mundi [banda punk do final dos anos 70 com um traço psicótico mais parecida com um Joy Division sórdido] e eles usavam camisetas e calça jeans. Na vez seguinte, eles estavam todos em preto e pareciam muito o Gloria Mundi." O que causou uma mudança no visual da Siouxsie Sioux. "Que penteado realmente espetacular, e aquelas fotografias que ela fez com a bengala," entusiasma-se Mercer. "Era assim no começo, mas era a mais perfeita imagem gótica que você jamais viu."
"Mas era somente um olhar dentre os muitos que ela teve, " contesta Severin. "Eu não sei porque está fixado na cabeça de todos como o definitivo."A própria Siouxsie resulta de duas idéias sobre a legião livre de Siouxs fossilizados -- "Ela, como a lua, cresce e mingua, sendo lisonjeira e asquerosa."
"Musicalmente, The Banshees eram os arquétipos," Ian Astbury concorda. "Então The Cramps, para a imagem e a roupa, e Bauhaus..."
"...para a maquiagem!" gargalha Murphy. "Eles copiaram a maquiagem!"
"Bela Lugosi's Dead" foi lançada em meados de 1979. Era diferente de qualquer coisa que já haviam ouvido antes, ou qualquer coisa que alguém já havia feito antes. "Era uma canção de gozação," Murphy insiste, "Que soou extremamente séria, muito pesada e bastante dark. Mas a essência da canção, se você destrinchá-la, é muito irônica -- 'Bela Lugosi está morto, morto-vivo' (Bela Lugosi's dead, undead) -- é hilariante. O engano que nós cometemos é que nós a executamos com uma gravidade ingênua! Foi o que levou o público a ver nela algo muito mais sério. O propósito intenso sobre a performance realmente obscureceu o humor da música." Mas uma vez dado o primeiro passo, não havia mais volta. "Por causa disto, o rótulo gótico estava sempre ali, e claro que nós eventualmente nos encontramos tocando por nossa reputação. É realmente por isso que o Bauhaus não teve vida longa, porque nós estávamos somente tocando com energia. Mas quando caiu a ficha sobre o que nós estávamos fazendo, percebemos que estávamos alcovitando o público, o que nós pensamos que o público gostaria."
Quando o Specimen abriu o Batcave em Londres, na primavera de 1982, aquela turma de sobretudos pretos, que formava procissões fúnebres ao longo da Dean Street era a última coisa que eles haviam imaginado. A primeira coletânea do Batcave, dois anos mais tarde, apresentou contribuições desde bandas tão musicalmente distantes quanto a nova banda Brilliant do baixista do Youth e os industriais Test Department, ao lado dos esperados Specimen e Alien Sex Fiend.
Nik and Mrs. Fiend formaram o Alien Sex Fiend no final de 1982, debutando no Batcave em primeiro de dezembro. Nik lembra, "O Batcave realmente era uma alternativa a qualquer outro acontecimento do momento, uma alternativa independente, era a saída perfeita para fazer algo que não fazia nenhum sentido. Eu estava sempre no Alice Cooper, também no Salvador Dali, então para mim era uma oportunidade para fazer algo que era visualmente excitante, para um público que era igualmente visualmente excitante."
Discutivelmente, o Movimento Gótico teve dois bons anos, desde meados de 1982 -- quando a imprensa primeiro começou a cortejar as bandas emergentes, e o Southern Death Cult estava sendo alardeado como a Segunda Onda -- até meadas de 1984, tempo no qual o UK Decay e o Bauhaus se estilhaçaram, o ex-Southern, antigo-Death Cult estava preparando-se para lançar Dreamtime e até o Sex Gang estava se desintegrando, com Andi preparando-se para gravar o que se tornou Arco Valley. Recentemente reeditado pelo Triple X, o solo debu de Andi, produzido por Mick Ronson, permanece, hã, interessante.
A segunda onda, também, morreu na praia.
"O Batcave era maravilhoso," entusiasma-se Nik Fiend. "Eu não mudaria nada. A idéia era: um monte de gente -- fotógrafos, designers de moda, músicos, artistas, pessoas de todos os tipos amontoadas -- todos se ajudando mutuamente." Mas o purismo foi destilado, primeiro pela mídia, depois por sua popularidade elitista. Quando os primeiros trajes góticos apareceram em vitrines de lojas de departamentos, o Specimen (cujo guitarrista, John Klein, é agora um Banshee) e o Sex Fiend já eram vistos como piadas de cabaré -- embora, no último caso, o melhor estava ainda por vir.
A turma do Cocteaus [Cocteau Twins], Dead Can Dance e X-Mal Deutschland flertou com a imagem, mas logo se afastou novamente. Como a lista de dissidentes aumentava, de repente parecia que só uma banda restava -- the Sisters of Mercy.
"Todo o tempo a coisa gótica crescia ao nosso lado, nós estávamos fazendo algo completamente diferente do que o público imaginava que fazíamos," diz Severin, não só pelos Banshees, mas também pelas favoritas de Dalis Car, Tones on Tail (Ash and Haskins, do Bauhaus), the Cult, the Lulus [Flesh for Lulu], the Jezzies [Gene Loves Jezebel], todas as bandas que sintetizaram o Gótico por sua grande disparidade. "Então elas passaram a fazê-lo por si próprias. Com o Sisters of Mercy... de repente o público estava propriamente no palco."
Onde estava a América enquanto isso? Vamos direto para Greenland....
Deixando o feto abortado da cena death-rock de Los Angeles para trás, Christian Death se mudou para a Europa, com Rozz Williams agora trabalhando ao lado de Pompeii 99 em uma banda que ele queria chamar originalmente de Daucus Karota. 45 Grave estava com um pé em seu nome, Castration Squad estava perdendo suas balas, e o Speed Queens estava se metamorfoseando no Superheroines.
Então chegou o Sisters of Mercy.
"The Sisters provavelmente era a banda gótica consumada," concorda Murphy. "Você poderia provavelmente botar The Cure junto também, exceto que o Cure estava virando pré-gótico, eles eram uma banda indie que continuava na trilha indie."
Wayne Hussey, parceiro de Eldritch durante o período mais frutífero da banda, concorda. "O Sisters provavelmente era gótico, e a primeira formação do Mission também... Canções como 'Sacrilege' e 'Serpent's Kiss' eram muito cheias de culpa, não eram?" O sucesso do Sisters era inevitável desde o começo. "Está bem documentado que Andrew [Eldritch] e eu não embarcamos nessa," explica Hussey. "Mas havia uma relação frutífera, e nós percebemos que o que nós fomos era muito forte, tanto visualmente quanto musicalmente." E entretanto ele reconhece, "Nós provavelmente fomos culpados de nos levar muito a sério, ás vezes," foi aquela força que soou o canto fúnebre para a primeira geração de bandas góticas.
"Nos velhos tempos, era Gótico com 'G' maiúsculo," recorda Mick Mercer. "Então [quando o Sisters ficaram maiores], tornou-se rock gótico com 'R' maiúsculo. E é de onde todos os seus Missions, All About Eves e Fields of the Nephilim vêm. E toda aquela imagem de morte que tem sido usada em fanzines, capas de  discos... aquele tipo horripilante se ajusta porque do que nós estamos falando agora é uma versão underground do rock.
"Isso tudo se engrena, se torna homogêneo, e é quando você se toca que todo mundo está de preto. E essa é a imagem que todos conhecem, porque ela se torna um tanto fácil; é mais fácil para identificar, mais fácil para inserir, e é morbidamente confortável para todos."
Há incontáveis manifestações desta popularização/comercialização no trabalho, primeiro divinizando, mas posteriormente crucificando, a reputação de uma banda, mas nada tão persistente quanto o destino reservado à discografia de Christian Death. Tem sido reciclada tantas vezes que Gitane Demone jura, "É muito embaraçoso, todos estes remakes são lançados puramente por propósitos financeiros, sem pensar que existem pessoas lá fora que comprarão qualquer coisa simplesmente porque tem Christian Death lá."
Rozz Williams, também, veste a coroa de ex-Christian Death com desconforto crescente. "As pessoas me dizem que sou uma influência, mas eu não quero responsabilidade demais. Agora, é tão estranho, tornou-se um estilo de vida para tantas pessoas. Como estas pessoas se mantêm assim? 'Acordo, visto meus caninos, arrumo meu cabelo, me componho rumo ao cemitério antes dele fechar...'"
Não obstante a atração por Christian Death permaneceu obsessiva. Durou do   aparecimento comercial do Bauhaus (oito hits na Inglaterra entre 1981 - 83) até, depois de seu fim, The Sisters (celebrando uma década de presença nas paradas este ano) empurrando verdadeiramente o gótico para o popular. Na verdade, não tivesse The Sisters implodido após sua tour americana de 1985, eles podiam ter se tornado os maiores absolutos. Do jeito que foi, com os membros da banda se atirando em novas direções -- Wayne Hussey e Craig Adams para the Mission; e Andrew Eldritch para the Sisterhood, e Floodland -- hã, First, Last and Always, se tornou o som do Sisters "real" -- e de todos que seguiram seu caminho. Sobre a influência invasiva do Sisters original, Wayne Hussey diz, "Vai ser sempre assim. Toda vez que existir qualquer tipo de movimento novo, haverá sempre um aceno para o passado, e sempre será a principal influência."
Isso é porque the Sisters eram mais importantes que a maioria, como afirma o chefe da Cleopatra Records, Brian Perera. "The Sisters representam o Gótico da mesma forma que os Rolling Stones representaram o Rock." E seu impacto foi mais ou menos o mesmo.
"Eu não sei como as coisas foram do death rock para o Gótico," medita Rozz Williams, "mas eu penso que o Sisters teve algo a ver com isto."
Eva O (cujo álbum mais recente foi produzido por Johnny Indovina, do Human Drama) concorda. "De repente, havia uma bateria eletrônica, alguém tocando uma guitarra de duas cordas, e se for um cara cantando, é The Sisters, se for uma mina, é The Banshees."
"Nós nunca chegamos a um novo David Bowie," suspira Indovina. "Nós chegamos a um Morrissey, no entanto. Nós nunca chegaremos a um novo Sisters também - então por que não fazermos as pessoas pararem de tentar?"
"Música Gótica em si, e o tipo de música que o público espera, é realmente tão envelhecido," reclama Gitane Demone. "É só releitura atrás de releitura do Sisters ou Christian Death ou the Mission ou qualquer outro, é tão velho! Eu não me importo de manter o público [gótico], mas o que eu tenho tentado fazer na Europa é trazer alguns sons diferentes, e talvez desse modo Gótico não será tão cômico, não será gótico, só será música atmosférica. Precisa haver uma mudança, existe desde 1980, 1979, e continua o mesmo!"
Porl King, do Rosetta Stone, talvez a banda gótica dos anos 90, e certamente aquela que colocou a nova cena em movimento, concorda aparentemente. "Quando nós estávamos começando, a música que escutávamos era the Sisters, March Violets, etc. Então nós recebemos muita influência daquele tempo. Porque depois disto, não houve mais nada ao redor fazendo alguma mudança, nada para nos influenciar que nós realmente gostássemos." Houve um período de quase três anos, King reivindica, durante o qual ele não comprou um só disco novo. Durante este tempo aquelas bandas que surgiram da sorridente tumba gótica partiram tão rapidamente que quando alguém os ouvia, por exemplo, os auto-declarados seguidores de Bauhaus, Soundgarden, eles já haviam partido. Agora Soundgarden são mais Black Sabbath -- engraçado como o mundo dá voltas!
Eva O percebeu a mesma estagnação. "Quando Rozz e eu formamos o Shadow Project, nós fomos jogados na categoria Gótica, e eu originalmente achava que nós tínhamos um estilo muito diferente do que eu percebia ser Gótico." Mas como King, ela já se retratou. "Então eu percebi que havia muito som diferente vindo de lá."
Christoph, vocalista de uma das novas bandas góticas modernas, Seattle's Black Atmosphere, concorda. "Eu mesmo não penso que é tudo verdade sobre a estagnação musical, eu acho que tem muita banda gótica aparecendo, que há uma perspectiva gótica completamente nova, mesclando com o punk ou o industrial. Eu acho que há muitos músicos góticos de talento e pessoas envolvidas na cena, eles apenas não foram reconhecidos ainda."
Mick Mercer compartilha seu otimismo. "Normalmente, nenhuma cena underground continua se desenvolvendo depois de seus primeiros anos, mas a gótica continua. Em parte é por causa da estupidez cega e ignorante que aparece quando nada criativo acontece. Tem havido muita gente nada a ver por aí,  tentando soar como The Sisters, com voz grossa, e as pessoas não estão curtindo isto. Mas isto também leva a alguns períodos realmente bons. O Gótico terá alguns bons anos, então um par de anos maus, e é isso que o mantém interessante."

1 Comentário:

James † Myers disse...

eles associaram numa época mts caracteristicas para ser gótico,concerteza,até hj ainda é mal visto...e se dizem ou pensam,sobre coisas que nem sempre,está realmente dentro do estilo gótico como tinha dito num outro comentario,gótico eu vejo como algo mais do que usar tais roupas e maquiagem,é algo da alma,agora vai da pessoa decidir,como se vestir,se usa maquiagem ou não,isso é dessa pessoa,da forma que ela se sente bem...é a forma que ela procurou para se expressar,...para dizer alguma coisa,mas,o gótiquismo,realmente é algo da alma,é da essencia da pessoa...são caracteristicas que tais pessoas teem que se encaixam em algumas ou na maioria das que são nomeadas gótico,assim que se decidiria então,o estilo de alguem ou gostos...

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