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A VOLTA DO UNICO EVENTO DE NEW METAL/ METAL ALTERNATIVO DE SOROCABA E REGIÃO

sexta-feira, 24 de junho de 2011.
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Pressa dominó travada agasalho ChocolaTV 39

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Gavin Baddeley, "A cultura gótica em profundidade"

Um autor que escreveu sobre a cultura gótica, com textos que são baseados em profundo conhecimento e ligados a ele.
Gavin Baddeley
O editor do livro Robin bravamente à venda em Espanha o livro "Goth cultura" e "Anjos do Pecado", dois volumes que correspondem ao livro original em Inglês "Goth Chic" (2002), escrito pelo jornalista Gavin Baddeley, especialista em música, ocultismo e da cultura gótica.
Este é um homem muito experiente no cargo. Ele escreve regularmente par The Observer e Metal Hammer, além de trabalhar como consultor em assuntos de ocultismo na BBC. Ele também já publicou vários livros relacionados à música e escuro, "Raising Hell: The Book of Satan e Rock 'n' Roll" (1993), "Lucifer Rising: A Book of Sin, adoração ao diabo e Rock n 'Roll" (1994), "Dissecting Marilyn Manson" (2000) e "O Evangelho de Filth: A Black Metal Bible" (2006).
Também vital é uma pessoa intimamente ligada à cultura Goth, além de ser pastor da Igreja de Satanás.
Nestes dois livros Baddeley faz um profundo olhar para a história da cultura gótica, o primeiro volume se concentrando mais em história do cinema, literatura e antigos, enquanto o segundo concentra-se principalmente na música e na estética.
Poucas semanas antes da publicação do segundo volume do nosso país, o escritor respondeu às nossas perguntas:
Gavin Baddeley
• Sabemos que a sua carreira de jornalismo ligados à música e ao ocultismo, com vários livros relacionados a essas áreas. Quais foram as suas motivações para escrever um livro especificamente sobre a cultura gótica?
Antes do "Goth Chic" é publicado não havia nada de valor publicados e analisar tanto a sério subcultura gótica do e suas raízes (ainda que seria então publicado coisas interessantes), então eu pensei que era hora de alguém corrigir esta situação e como alguém que passou toda a sua vida nas culturas escuro Eu acho que me qualifica melhor que a maioria. Apesar de dizer a verdade, era bastante saturado com o número de suposições que eu estava em clubes góticos que parecia ter nenhuma idéia ou interesse sobre suas supostas raízes que não saber onde comprar as botas mais recente modelo.
Espero que "Goth Chic" é uma boa introdução ao assunto para aqueles cujo interesse vai além de dicas de maquiagem dada nos banheiros.
• O objetivo de chave pública do livro é que as pessoas de fora da cultura gótica é curioso ou aqueles já está ativo nela, mas eles podem ampliar seus conhecimentos sobre o assunto?
Gavin Baddeley
Para dois. Eu sempre tento quebrar as barreiras com meus livros e "Goth Chic" Espero ter sido capaz de introduzir um pouco de história na vida gótico, ao mesmo tempo ser capaz de sugerir a esperança aqueles interessados ​​na literatura gótica ea arte que há mais subcultura gótica moderna e redes de laca (embora eles também têm, naturalmente, ao invés).
• By the way ... É a grande maioria das pessoas que conheceram a essência da estética gótica da cultura dominante nos últimos anos e há pessoas que se vestem bem para a moda e sabe o verdadeiro significado e importância do gótico?
É triste dizer, mas como já referi anteriormente, para muitas pessoas acham que é apenas uma moda, uma maneira de chamar a atenção e pouco mais. Mas também permanece curioso que é precisamente o tipo de pessoas que fazem mais barulho sobre o que é ou não é "real" cultura gótica.
Alguns góticos que estava determinado a ter a subcultura gótica que não tem nada a ver com a estética gótica e cultura gótica é a programação mensal modernillos clubes gótico. Pessoalmente eu acho que é uma porcaria real. Se você gosta de techno e sabres de luz, como bem, mas eu venho dizendo que este é gótico.
Gavin Baddeley
• Existem movimentos juvenis culturais, como punk, metal pesado ou hip-hop que surgiu como disposições recusa aa e de alguma forma ou de outra questionaram a ordem social ... É a cultura Goth que ignora as questões sociais ao invés questionar a moralidade dos seres humanos?
Verdade, a cultura gótica sempre foi mais passiva e introspectivo do que outros, que tendem a ser mais agressivo e se queixam mais. Por outro lado, vestido de uma forma que em uma pequena cidade faz com que todo o mundo se torna cada vez mais atravessar você tem muito mais impacto do que qualquer soco.
• Outras tendências culturais ao longo dos anos muitos jovens que se identificavam com os integrar na sociedade e ter essa fase como uma lembrança de sua juventude ... Você costuma dentro da cultura gótica é que as pessoas são uma etapa em sua vida ou se sentem identificados com ele para sempre?
Gavin Baddeley
Eu acho que o limite de idade chamado subculturas mais prevalente está desaparecendo, e que pode ser aplicado tanto como punks góticos ou pesados.
As pessoas se cansaram de aceitar que, quando você chegar a uma certa idade você tem que parar de se divertir, fazer compras "se comportar" e comprar um terno e gravata.
Em um mundo onde cada vez mais aceito que um empresário tem tatuagens, os góticos se tornaram mais um dos olhares da moda, e não é tão difícil como era antes, para ser aceito e respeitado sem adotar a parceria Uniforme.
Então a coisa disse isso varia muito, e ainda há muitos postos de trabalho e bares se você aparecer com cabelos longos ou piercings colocá-lo na rua. Mas, certamente, há agora muitas mães e pais mais por Whitby Gothic e Leipzig, e talvez até mesmo ter algumas avós!.
• A estética da surpresa Gothic inovador e recentemente vi um programa de TV que os pais estavam desesperados para a estética e as idéias de sua filha de 16 anos ... Será que esses pais, ou outros em seu lugar, eles deveriam se preocupar com a afinidade de sua filha com a cultura gótica?
Se algo ruim acontece a alguém do movimento gótico (especialmente se for um suicídio), os meios pegá-la imediatamente e responsabilizar a cultura gótica. É sempre o mesmo. Mas a situação mais normal em que o gótico fornece alimentos e energia na vida de alguém que não aparece em qualquer cobertura.
Góticos são geralmente não-violentos, como a arte, são tolerantes, e da própria natureza de suas roupas, dispostos a lutar por suas crenças, apesar da desaprovação de outros. Acho que isso é algo para se orgulhar.
Mas muitas vezes os pais o que lhes diz respeito é desconhecido (que é simplesmente ser humano), ou quer impor aos outros os seus próprios gostos a respeito de como se vestir (que é simplesmente ser um pobre de espírito).
Gavin Baddeley
• Sabemos que você é um sacerdote da Igreja de Satanás ... Em que medida cultura gótica tem uma profundidade que chega a religiosa transcendental? Existem pessoas dentro da cultura gótica, pois é tudo pose e suas crenças religiosas ou filosóficas são deixados de fora?
Embora existam muitos elementos góticos no satanismo, góticos relativamente poucos são satânicas, mas sim entre os góticos curioso sobre satanismo e ocultismo em geral.
Se há uma religião dominante entre o gótico que é provavelmente uma espécie de pagão ou Wiccan, mas isso não é algo que pessoalmente me interessa muito. Realmente não sei por que eu recebo essa onda de Wiccans entre os góticos tem mais a ver com filmes como "The Craft" ou séries de TV como "Buffy" ou "Charmed" com qualquer aspecto filosófico.
De qualquer forma, o gótico implica algum interesse no escuro e tabus, eo que eu pessoalmente acho interessante e atraente, mas a seriedade que isso depende de cada indivíduo.
Eu acho que o gótico do século XXI gasta muito tempo tentando agradar os outros, sendo um pouco suave e agradável, que lhes faz perder a escuridão inerente que era o que inicialmente atraiu muitas pessoas.
• Hip Hop, metal pesado ou punk se espalhou pelo mundo e as pessoas estão ligadas a essas tendências em locais exóticos ... O gótico tem raízes culturais dos séculos ... Está espalhada por todo o mundo com a consciência de pertencer a esse fluxo?
A maioria das imagens e da estética do gótico muito especificamente derivadas de raízes europeias (e mais tarde americano), então eu perdi um monte de sentido se você tirá-lo da cultura ocidental, porque alimenta a literatura (Byron Poe) e simbolismo ( cruz) West, que é difícil de transplante para outras culturas, sem se tornar algo totalmente diferente e sem raízes.
Alguns diriam que de fato a preocupação central do gótico é o individualismo, o que pode ser considerado até certo ponto, como um ocidental, mas isso é questionável. O que é certo é que há uma cultura viva gótico no Japão e na cultura pop japonesa tem sido uma grande influência no estilo do gótico do século XXI.
No entanto, a globalização vigente, eu aposto que você pode encontrar pelo menos um gótico solo em quase qualquer lugar do mundo.
Gavin Baddeley • A editora do livro na Espanha nos informou que uma sequela será publicado nos próximos meses ... Quais são as questões abordadas neste novo lançamento? Já publicados em outros países?
Meu editor e eu tenho falado sobre uma possível atualização de "Goth Chic", o que colocaria o livro com as últimas alterações, mas eu sinceramente não sei se eles mudaram tantas coisas para valer a pena fazer uma atualização.
A vantagem da visão que eu usei para o livro é que, quando de longo alcance não é ultrapassada tão rapidamente. Mas, claro, tudo acabou expirar, por isso, quando chegar a hora, irá atualizar o livro.
Enquanto isso, vou destrinchar material diferente em diferentes meios, e será tão ou mais escura do que "Goth Chic". Eu não posso ajudar a minha coisa.
Por outro lado, eu perdi o controle de onde meus livros têm sido publicados, mas se minha memória não me falha, acho que é em finlandês, espanhol, francês e juram que há uma edição brasileira (que, em caso afirmativo, também responderia para a questão do crescimento global em estilo gótico).
• Nada mais, obrigado e deixá-lo se quiser adicionar espaço para mais ...
Obrigado pela entrevista. Gostaria também de agradecer não só aqueles que tenham adquirido qualquer um dos meus livros, mas aqueles que continuam a comprar livros de qualquer tipo. Os livros são os tijolos do mundo civilizado, embora pessoalmente eu não posso dizer que você concorda com as visões de mundo, eu levanto a minha taça a todos que tem uma boa biblioteca e bem usado.
Entrevista: F-MHop
(Data de publicação: 2008-01-08)




http://www.lafactoriadelritmo.com/fact23/entrevis/articulo.php?articulo=98
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CIDADE SOMBRIA

  • Sinopse
    Numa tranqüila cidade suburbana, ao retornar de uma de suas propriedades, Curtis Armstrong revela-se infectado por uma praga que corrompe a alma daqueles que a contraem. Possuído, ele ataca sua família transformando-os em vampiros. Desavisada da situação, Jen chega em casa com Lisa e percebe que há algo estranho, mas antes que possa entender o que está acontecendo, é surpreendida e seqüestrada por Rakeem, um garoto que deseja se vingar de seu pai. No entanto, os planos de Rakeem mudam quando percebe que a cidade tornou-se um lugar perigoso e que ele e Jen são os únicos que não foram infectados... Conseguirão eles sobreviver a essa mortal ameaça?
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O SACRIFÌCIO

Por: Robert Blake
A Sociedade uma seita poderosa finalmente encontra sua escolhida, que é oferecida por seu pai um dos membros, há seu líder o Mestre, quando se inicia uma historia cheia de mistérios e dramas, onde mundos naturais e espirituais se misturam, anjos e demônios se enfrentam em sua missão mais importante, onde o segredo mais antigo dos céus esta perto de ser revelado.

Impresso
R$ 45,24

Ebook (PDF)
R$ 12,06

Autor: Robert Blake Tema: Ficção, Aventura, Religião Palavras-chave: anjos, demônios, espiritual, guerra, mistério, sacrificios, seitas, terror
Número de páginas: 278
Peso: 368 gramas
Edição: 3(2011)
Acabamento da capa: Papel Couché 300g/m², 4x0, laminação fosca.
Acabamento do miolo: Papel offset 75g/m², 1x1, cadernos fresados e colados (para livros com mais de 70 páginas) ou grampeados (para livros com menos de 70 páginas), A5 Preto e Branco.
Formato: Médio (140x210mm), brochura com orelhas.

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Dia dos Namorados Produção declaração Chocolatv 38

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Ecos D'Alma - Na Terra de Ninguém

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PLANETA SÃO PAULO






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Show da banda REVAMP cancelado!!!!

A Tour da Banda Holandesa Revamp que Aconteceria no Brasil nos Dias 27 junho ( Porto Alegre ) , 29 de Junho ( Rio de Janeiro ), 01 de Julho ( Curitiba ) e 02 de Julho ( São Paulo ), Foram Canceladas, a vocalista Florr Jansen Foi Proibida de Realizar os Shows, Mesma esta Com Um problema Sério de Saúde.
Abaixo segue o procedimento de devolução dos Ingressos para o Show da Banda Revamp que Aconteceria dia 02/07 no Carioca Club.

_ Para os clientes que compraram nos canais da Ingresso Rápido (Call Center e Internet ), vamos contatá-los, informando sobre o cancelamento e o procedimento de estorno da venda. SAC no telefone 4003-1212 opção 5, e solicitar o cancelamento da venda e o estorno do cartão. (nossa central de atendimento, já entrou em contato com uma boa parte dos clientes).
Os clientes que compraram os ingressos nos Pontos de Vendas da Ingresso Rápido e que não possuem cadastro, devem ir até o Ponto de Venda e solicitar o cancelamento da venda e o estorno.
- Quem Comprou o Ingresso na Loja Profecias Pode efetuar a Troca do Mesmo a Partir do Dia 20/06
- Quem Comprou no Próprio Carioca Club já pode efetuar a Troca do Mesmo.
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Exposição de Tim Burton

domingo, 5 de junho de 2011.
Foi aberta recentemente no museu LACMA uma exposição dos trabalhos de Tim Burton, em Los Angeles. Confira as imagens

















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Leitores do blog Gothic Sorocaba leiam esta pequena matèria!!!

Leiam esta matèria que encontramos na web e vejam o video tbm,gostariamos de saber sobre seu comentàrio sobre esta matèria !


Testemunho de Ex-Gótica que fazia orgias em cemitérios, bebia sangue humano e tinha pacto com o diabo, mas foi liberta por JESUS !

O Bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus postou um vídeo em seu blog com o testemunho de uma jovem que na adolescência se envolveu com o goticismo e passou a fazer pactos de sangue e pactos sexuais nos cemitérios de São Paulo.
Rafaela Rizzo, estudante de jornalismo, conta que passou a curtir rock com letras que cultuavam o diabo e passou a andar com góticos frequentando cemitérios onde faziam orgias sexuais, sob o efeito de álcool e de drogas.
Foi com essa turma que ela passou a ter experiências bissexuais. “Quando um homem a decepcionavam ela ficava com mulheres, quando uma mulher me decepcionava eu voltava a ficar com homens”, explica a jovem.
Ela gostava de viver dentro dos cemitérios, deitava nos túmulos para se drogar e nessa mesma época passou a gostar de tomar sangue humano. Para saciar esse desejo por sangue, Rafaela pedia aos seus amigos que a deixassem sugar o sangue deles.
A jovem relata que sentia um vazio muito grande e que por muitas vezes tentou se matar, até que um dia uma amiga a convidou para participar de um culto e ela aceitou.
Ela se converteu no Cenáculo da Bela Vista, São Paulo, e hoje faz parte do grupo Força Jovem da Igreja Universal.


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GÒTICO,o estilo sombrio està novamente na moda!






Visual sombrio, com muito preto, maquiagem carregada e pele pálida. Essa série de características são facilmente relacionadas com o estilo gótico, que há tempos influencia a moda com sua estética soturna e misteriosa. Para fazer uma retrospectiva e prestar uma homenagem, o importante museu do Fashion Institute of Technology (FIT), de Nova York, inaugurou nessa semana (setembro de 2008) a exposição Gothic: Dark Glamour. Ao que tudo indica, o visual fará sucesso nos próximos meses.

A palavra gótico faz referência aos godos, uma tribo do leste da Alemanha que teve importante papel na queda do Império Romano do Ocidente. Durante o Renascimento, essa expressão ganhou um tom pejorativo, significando algo bárbaro e ultrapassado. Foi aí que a arquitetura da Idade Média começou a ser chamada de gótica, sendo considerada pouco refinada para os padrões do Renascimento. Já nos séculos XVIII e XIX, o termo foi usado para designar escritores como Edgar Allan Poe e Bram , que tratavam de temas macabros, como morte, monstros e vampiros.

O espírito gótico foi resgatado pelos jovens ingleses no final da década de setenta. Usando roupas pretas repletas de crucifixos e caveiras, com penteados desarrumados e maquiagem muito carregada, os seguidores desse movimento buscaram inspiração na morbidez e no romantismo, cultuando a tristeza e a melancolia. Bandas como The Cure, Siouxsie and the Banshees, Bauhaus e The Cult ajudaram a levar o estilo para o grande público, tornando-o muito popular durante os anos 80.
Desde então, a moda e os mais importantes estilistas vêm buscando no visual gótico inspiração para muitas de suas criações. Karl Lagerfeld, John Galliano, Jean Paul Gaultier, Christian Lacroix, Thierry Mugler e Yohji Yamamoto são só alguns dos grandes criadores que irão participar da exposição do FIT com roupas que buscaram referência no estilo gótico. E para provar que o look gótico vai estar com tudo na próxima estação, elementos obscuros e macabros apareceram nos últimos desfiles de inverno de renomadas grifes internacionais como Givenchy, Zac Posen, Rodarte e Vera Wang.

Adaptar o visual gótico para roupas do dia-a-dia não é complicado. Uma boa idéia é apostar no look preto total, combinado com acessórios prateados ou vermelhos. Rendas, corpetes e sobretudos também ajudam na hora de montar a produção. A maquiagem pode ser um pouco mais carregada, com pó ou base clara, lápis ou delineador preto e batom vermelho. Mas cuidado para não ficar com a expressão muito carregada. Uma boa dica é buscar inspiração nos filmes do cineasta americano Tim Burton, um dos mestres em reproduzir a estética gótica no cinema, como fez nos filmes Sweeney Todd e Edward Mãos-de-Tesoura. Mas cuidado para não se empolgar muito e sair de casa parecendo a protagonista de Noiva Cadáver.





DISPONÍVEL EM:http://www.spectrumgothic.com.br/gothic/materias/estilo_sombrio.htm
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A Història das Origens do Gòtico

Artigo publicado na Alternative Press
(uma das principais publicações da imprensa alternativa americana) em novembro de 1994, constituindo-se numa verdadeira  lauda  histórica do movimento gótico.



Depois de seu auge, o Rock Gótico está arranhando a superfície novamente. Agora, como naquela época, esta música atmosférica adquire vários estilos e os transmuta em novas formas completamente.

"Não, nós nunca nos consideramos góticos, não havia nenhum movimento." -- Dave Roberts [Sex Gang Children]
"Nós não éramos góticos, nós éramos uma banda de puro rock and roll que se vestia como The New York Dolls." -- Rocco [Flesh for Lulu]
"Nós absolutamente não começamos como uma banda gótica." -- Michael Aston [Gene Loves Jezebel]
"Eu nunca fui um gótico, não no sentido tradicional, embora tenha existido um curto período em que eu usei maquiagem mais pesada." -- Gitane Demone [Christian Death]
"Siouxsie, The Cramps e Bauhaus, até o The Cure, até certo ponto, eram mais arquetípicos [Góticos] do que nós éramos." -- Wayne Hussey [Sisters of Mercy, The Mission]
"Nós nunca nos enfocamos conscientemente em, ou nos identificamos com, qualquer movimento ou qualquer entendimento diferente do nosso próprio." -- Peter Murphy [Bauhaus]
"Nós nunca nos consideramos parte da coisa gótica." -- Ian Astbury [Southern Death Cult]
"Eu sempre questionei  porquê eu teria entrado na categoria gótica!" -- Johnny Indovina [Human Drama]
"No momento em que uma banda gótica diz, 'Nós não somos uma banda gótica,' aí está o fim de sua carreira." -- Mick Mercer [Escritor, Gothic Rock]
"Mas eu não acho que qualquer pessoa com um mínimo de auto-estima admitiria ser considerada gótica" -- Rozz Williams [Christian Death, Shadow Project]

Ao final, nós havíamos conversado com várias pessoas de muita auto-estima, mas nenhum único gótico. Na verdade, tudo estava parecendo caminhar para uma badnight em uma sessão de ópio. Talvez nós tenhamos sonhado tudo isso -- os vestidos pretos rodados, os cabelos longos e emaranhados, olhos super delineados, batom, os brincos de osso, os cintos, os rostos de mortal palidez. Mas não, eles eram suficientemente reais, e havia multidões deles, envolvendo as casas noturnas de Londres em uma penumbra obscura, encarando o palco... Mas quem eles encaravam? Todas aquelas bandas com auto-estima, claro, e não quem era gótico.
Nico gravou o primeiro álbum verdadeiramente gótico, The Marble Index ou The End. Então veio The Banshees, e depois… Aperte Peter Murphy forte o suficiente e ele confessará, "Éramos nós" -- nós sendo Bauhaus, e o hit, "Bela Lugosi's Dead." Começou como uma brincadeira, mas desovou num gênero inteiro, um projeto tipo escola de arte arteira que fez um barulhinho e depois estourou e repercutiu, então espalhou-se através de um compacto de 12 polegadas que tem muito ainda para acontecer num álbum do Bauhaus. E não importava o que foi feito depois - nunca mais foi o mesmo que "Bela." Murphy mora na Turquia hoje, embora ele esteja gravando atualmente seu mais recente (quinto) álbum solo na Espanha. E, como a banda que ele liderou por cinco anos incandescentes no amanhecer da última década, ele jamais abandonou "Bela". "As pessoas ainda me perguntam sobre ela," maravilha-se.
Esboçando a história do estilo gótico em seu livro de 1991, Gothic Rock, o escritor Mick Mercer datou a gênese do movimento em apenas três bandas: Bauhaus, Theatre of Hate e Killing Joke. "Mas  o que veio depois é que foi a diversão, aspereza e queda de tudo isso -- tudo na sombra, no rastro ou sob a asa protetora do U.K. Decay -- Sex Gang Children, Ritual Danse Society, Ausgang, Specimen, Alien Sex Fiend, Christian Death... todas bandas irresistivelmente diferentes."
E talvez fosse isso que era tão especial, aquela forma musical tão estreitamente enclausurada, com tão poucos e específicos motivos e modos, e com tanta variedade. E aquele estilo propriamente gótico ainda seria vibrante hoje. Confira a ascensão de Rosetta Stone, Nosferatu, The Wake e atrás deles as comportas estão gritando -- Switchblade Symphony, Love Like Blood, Liers in Wait, Screams for Tina... O que é isto, um show paralelo? Ou uma lista de compras?
Em termos puramente históricos, o Estilo Gótico desenvolveu-se fora, mas muito dependente, de uma preocupação crescente dentro do que já estava (1978) sendo etiquetada como a escola pós-punk de introspecção sombria. Foi uma época que abriu com o personagem vampiro-chique de Dave Vanian [do The Damned] e com o tardio primeiro álbum do The Banshees (The Scream foi positivamente o último álbum da primeira-geração punk a aparecer); que atingiu um pico com a ascensão do Joy Division ("Love Will Tear Us Apart" foi ao top 20 em junho, 1980); e que explodiu com The Cure (a encharcada catedral de sombra do Faith) no ano seguinte. Era uma época em que o guitarrista do Bauhaus Daniel Ash podia olhar ao redor e perceber, "De repente haviam todas estas bandas com sobrancelhas raspadas." Mas era também uma época em que antigos valores do rock eram resgatados -- separe o Black Sabbath de suas conotações heavy metal e você consegue selecionar, de seus primeiros cinco LP's, um álbum gótico matador, com cada ponto de referência do futuro e seus requisitos intactos.
"Nossas influências," diz Steven Severin, do The Banshees (e quase todos confirmam), "foram Roxy Music, David Bowie e  T. Rex -- uma sexualidade torcida, um humor negro que era diferente." E como tudo isso transmutou para o som arquetípico gótico que permeia os primeiros dois álbuns do The Banshees -- e além? "Nós não dissemos a John [McKay, guitarrista] 'Oh, você tem que tocar um lá-sustenido menor ali, e ele será realmente fantasmagórico.' Nós diríamos, 'Faça um cruzamento entre o Velvet Underground e a cena de Psycho.'"
"Nós estávamos certamente na mesma sala com The Banshees," lembra Daniel Ash.
"Nico estava lá, também," confirma Ian Astbury. "Porque existe uma linhagem entre o Velvets e o punk. Mas Nico acabou se afundando em Manchester com heroína. O Southern Death Cult abriu o show do  Bauhaus na Universidade de Salford quando ela tocou 'Waiting for the Man' com eles, e Pete Murphy teve que segurá-la, ela estava totalmente chapada!"
Murphy percebeu algo mais, entretanto. "Nico era gótica, mas ela era do estilo gótico dos filmes de terror de Mary Shelley. As duas fizeram Frankenstein, mas o de Nico era real."
A princípio, o movimento que originou-se deste balde de arquétipos não tinha nome. "Levou cerca de um ano e meio [para a mídia compreender]," continua Peter Murphy. "E cerca de um ano para nós percebermos que estávamos realmente atraindo um público bem grande, pós-punks que estavam entrando em algo que nós chamamos Wildebeests. Realmente! Nós tocamos num festival [Futurama], e passeamos pelo palco para fazer nossa pequena parte, e de repente havia aquele barulho como um estouro distante vindo em nossa direção, inundando. E nós concluimos, 'Meu Deus! O que nós fizemos?'"
"O rótulo gótico era meio brincadeira," insiste Ian Astbury. "Um dos grupos que chegaram na mesma época [que Southern Death Cult] foi Sex Gang Children, e Andi -- ele costumava se vestir como um fã dos Banshees, e eu o costumava chamar de Duende Gótico porque ele era um cara pequeno, e era dark. Ele costumava gostar de Edith Piaf e esta música macabra, e morava em um edifício em Brixton chamado Visigoth Towers (Torre dos Visigodos). Assim, ele era o pequeno Duende Gótico, e seus seguidores eram góticos. Daí que veio o termo Gótico."
"Era paradoxal," Murphy continua, "porque de um lado, era um público que nós havíamos criado por nossos próprios esforços, mas do outro lado, nós estávamos um pouco perturbados, curiosos, e bem confusos -- por que nosso público se parece com isto?" Uma noite antes de um show, Murphy estava caminhando por Camden Town com o iluminador do Bauhaus, vendo o público chegar, "Eu me virei e disse, 'Deus, as pessoas realmente parecem estranhas hoje,' e ele riu -- 'Você quer dizer outras pessoas parecem estranhas?'"
"A primeira vez que eu assisti Bauhaus," diz o escritor Mick Mercer, "eles estavam abrindo o show do Gloria Mundi [banda punk do final dos anos 70 com um traço psicótico mais parecida com um Joy Division sórdido] e eles usavam camisetas e calça jeans. Na vez seguinte, eles estavam todos em preto e pareciam muito o Gloria Mundi." O que causou uma mudança no visual da Siouxsie Sioux. "Que penteado realmente espetacular, e aquelas fotografias que ela fez com a bengala," entusiasma-se Mercer. "Era assim no começo, mas era a mais perfeita imagem gótica que você jamais viu."
"Mas era somente um olhar dentre os muitos que ela teve, " contesta Severin. "Eu não sei porque está fixado na cabeça de todos como o definitivo."A própria Siouxsie resulta de duas idéias sobre a legião livre de Siouxs fossilizados -- "Ela, como a lua, cresce e mingua, sendo lisonjeira e asquerosa."
"Musicalmente, The Banshees eram os arquétipos," Ian Astbury concorda. "Então The Cramps, para a imagem e a roupa, e Bauhaus..."
"...para a maquiagem!" gargalha Murphy. "Eles copiaram a maquiagem!"
"Bela Lugosi's Dead" foi lançada em meados de 1979. Era diferente de qualquer coisa que já haviam ouvido antes, ou qualquer coisa que alguém já havia feito antes. "Era uma canção de gozação," Murphy insiste, "Que soou extremamente séria, muito pesada e bastante dark. Mas a essência da canção, se você destrinchá-la, é muito irônica -- 'Bela Lugosi está morto, morto-vivo' (Bela Lugosi's dead, undead) -- é hilariante. O engano que nós cometemos é que nós a executamos com uma gravidade ingênua! Foi o que levou o público a ver nela algo muito mais sério. O propósito intenso sobre a performance realmente obscureceu o humor da música." Mas uma vez dado o primeiro passo, não havia mais volta. "Por causa disto, o rótulo gótico estava sempre ali, e claro que nós eventualmente nos encontramos tocando por nossa reputação. É realmente por isso que o Bauhaus não teve vida longa, porque nós estávamos somente tocando com energia. Mas quando caiu a ficha sobre o que nós estávamos fazendo, percebemos que estávamos alcovitando o público, o que nós pensamos que o público gostaria."
Quando o Specimen abriu o Batcave em Londres, na primavera de 1982, aquela turma de sobretudos pretos, que formava procissões fúnebres ao longo da Dean Street era a última coisa que eles haviam imaginado. A primeira coletânea do Batcave, dois anos mais tarde, apresentou contribuições desde bandas tão musicalmente distantes quanto a nova banda Brilliant do baixista do Youth e os industriais Test Department, ao lado dos esperados Specimen e Alien Sex Fiend.
Nik and Mrs. Fiend formaram o Alien Sex Fiend no final de 1982, debutando no Batcave em primeiro de dezembro. Nik lembra, "O Batcave realmente era uma alternativa a qualquer outro acontecimento do momento, uma alternativa independente, era a saída perfeita para fazer algo que não fazia nenhum sentido. Eu estava sempre no Alice Cooper, também no Salvador Dali, então para mim era uma oportunidade para fazer algo que era visualmente excitante, para um público que era igualmente visualmente excitante."
Discutivelmente, o Movimento Gótico teve dois bons anos, desde meados de 1982 -- quando a imprensa primeiro começou a cortejar as bandas emergentes, e o Southern Death Cult estava sendo alardeado como a Segunda Onda -- até meadas de 1984, tempo no qual o UK Decay e o Bauhaus se estilhaçaram, o ex-Southern, antigo-Death Cult estava preparando-se para lançar Dreamtime e até o Sex Gang estava se desintegrando, com Andi preparando-se para gravar o que se tornou Arco Valley. Recentemente reeditado pelo Triple X, o solo debu de Andi, produzido por Mick Ronson, permanece, hã, interessante.
A segunda onda, também, morreu na praia.
"O Batcave era maravilhoso," entusiasma-se Nik Fiend. "Eu não mudaria nada. A idéia era: um monte de gente -- fotógrafos, designers de moda, músicos, artistas, pessoas de todos os tipos amontoadas -- todos se ajudando mutuamente." Mas o purismo foi destilado, primeiro pela mídia, depois por sua popularidade elitista. Quando os primeiros trajes góticos apareceram em vitrines de lojas de departamentos, o Specimen (cujo guitarrista, John Klein, é agora um Banshee) e o Sex Fiend já eram vistos como piadas de cabaré -- embora, no último caso, o melhor estava ainda por vir.
A turma do Cocteaus [Cocteau Twins], Dead Can Dance e X-Mal Deutschland flertou com a imagem, mas logo se afastou novamente. Como a lista de dissidentes aumentava, de repente parecia que só uma banda restava -- the Sisters of Mercy.
"Todo o tempo a coisa gótica crescia ao nosso lado, nós estávamos fazendo algo completamente diferente do que o público imaginava que fazíamos," diz Severin, não só pelos Banshees, mas também pelas favoritas de Dalis Car, Tones on Tail (Ash and Haskins, do Bauhaus), the Cult, the Lulus [Flesh for Lulu], the Jezzies [Gene Loves Jezebel], todas as bandas que sintetizaram o Gótico por sua grande disparidade. "Então elas passaram a fazê-lo por si próprias. Com o Sisters of Mercy... de repente o público estava propriamente no palco."
Onde estava a América enquanto isso? Vamos direto para Greenland....
Deixando o feto abortado da cena death-rock de Los Angeles para trás, Christian Death se mudou para a Europa, com Rozz Williams agora trabalhando ao lado de Pompeii 99 em uma banda que ele queria chamar originalmente de Daucus Karota. 45 Grave estava com um pé em seu nome, Castration Squad estava perdendo suas balas, e o Speed Queens estava se metamorfoseando no Superheroines.
Então chegou o Sisters of Mercy.
"The Sisters provavelmente era a banda gótica consumada," concorda Murphy. "Você poderia provavelmente botar The Cure junto também, exceto que o Cure estava virando pré-gótico, eles eram uma banda indie que continuava na trilha indie."
Wayne Hussey, parceiro de Eldritch durante o período mais frutífero da banda, concorda. "O Sisters provavelmente era gótico, e a primeira formação do Mission também... Canções como 'Sacrilege' e 'Serpent's Kiss' eram muito cheias de culpa, não eram?" O sucesso do Sisters era inevitável desde o começo. "Está bem documentado que Andrew [Eldritch] e eu não embarcamos nessa," explica Hussey. "Mas havia uma relação frutífera, e nós percebemos que o que nós fomos era muito forte, tanto visualmente quanto musicalmente." E entretanto ele reconhece, "Nós provavelmente fomos culpados de nos levar muito a sério, ás vezes," foi aquela força que soou o canto fúnebre para a primeira geração de bandas góticas.
"Nos velhos tempos, era Gótico com 'G' maiúsculo," recorda Mick Mercer. "Então [quando o Sisters ficaram maiores], tornou-se rock gótico com 'R' maiúsculo. E é de onde todos os seus Missions, All About Eves e Fields of the Nephilim vêm. E toda aquela imagem de morte que tem sido usada em fanzines, capas de  discos... aquele tipo horripilante se ajusta porque do que nós estamos falando agora é uma versão underground do rock.
"Isso tudo se engrena, se torna homogêneo, e é quando você se toca que todo mundo está de preto. E essa é a imagem que todos conhecem, porque ela se torna um tanto fácil; é mais fácil para identificar, mais fácil para inserir, e é morbidamente confortável para todos."
Há incontáveis manifestações desta popularização/comercialização no trabalho, primeiro divinizando, mas posteriormente crucificando, a reputação de uma banda, mas nada tão persistente quanto o destino reservado à discografia de Christian Death. Tem sido reciclada tantas vezes que Gitane Demone jura, "É muito embaraçoso, todos estes remakes são lançados puramente por propósitos financeiros, sem pensar que existem pessoas lá fora que comprarão qualquer coisa simplesmente porque tem Christian Death lá."
Rozz Williams, também, veste a coroa de ex-Christian Death com desconforto crescente. "As pessoas me dizem que sou uma influência, mas eu não quero responsabilidade demais. Agora, é tão estranho, tornou-se um estilo de vida para tantas pessoas. Como estas pessoas se mantêm assim? 'Acordo, visto meus caninos, arrumo meu cabelo, me componho rumo ao cemitério antes dele fechar...'"
Não obstante a atração por Christian Death permaneceu obsessiva. Durou do   aparecimento comercial do Bauhaus (oito hits na Inglaterra entre 1981 - 83) até, depois de seu fim, The Sisters (celebrando uma década de presença nas paradas este ano) empurrando verdadeiramente o gótico para o popular. Na verdade, não tivesse The Sisters implodido após sua tour americana de 1985, eles podiam ter se tornado os maiores absolutos. Do jeito que foi, com os membros da banda se atirando em novas direções -- Wayne Hussey e Craig Adams para the Mission; e Andrew Eldritch para the Sisterhood, e Floodland -- hã, First, Last and Always, se tornou o som do Sisters "real" -- e de todos que seguiram seu caminho. Sobre a influência invasiva do Sisters original, Wayne Hussey diz, "Vai ser sempre assim. Toda vez que existir qualquer tipo de movimento novo, haverá sempre um aceno para o passado, e sempre será a principal influência."
Isso é porque the Sisters eram mais importantes que a maioria, como afirma o chefe da Cleopatra Records, Brian Perera. "The Sisters representam o Gótico da mesma forma que os Rolling Stones representaram o Rock." E seu impacto foi mais ou menos o mesmo.
"Eu não sei como as coisas foram do death rock para o Gótico," medita Rozz Williams, "mas eu penso que o Sisters teve algo a ver com isto."
Eva O (cujo álbum mais recente foi produzido por Johnny Indovina, do Human Drama) concorda. "De repente, havia uma bateria eletrônica, alguém tocando uma guitarra de duas cordas, e se for um cara cantando, é The Sisters, se for uma mina, é The Banshees."
"Nós nunca chegamos a um novo David Bowie," suspira Indovina. "Nós chegamos a um Morrissey, no entanto. Nós nunca chegaremos a um novo Sisters também - então por que não fazermos as pessoas pararem de tentar?"
"Música Gótica em si, e o tipo de música que o público espera, é realmente tão envelhecido," reclama Gitane Demone. "É só releitura atrás de releitura do Sisters ou Christian Death ou the Mission ou qualquer outro, é tão velho! Eu não me importo de manter o público [gótico], mas o que eu tenho tentado fazer na Europa é trazer alguns sons diferentes, e talvez desse modo Gótico não será tão cômico, não será gótico, só será música atmosférica. Precisa haver uma mudança, existe desde 1980, 1979, e continua o mesmo!"
Porl King, do Rosetta Stone, talvez a banda gótica dos anos 90, e certamente aquela que colocou a nova cena em movimento, concorda aparentemente. "Quando nós estávamos começando, a música que escutávamos era the Sisters, March Violets, etc. Então nós recebemos muita influência daquele tempo. Porque depois disto, não houve mais nada ao redor fazendo alguma mudança, nada para nos influenciar que nós realmente gostássemos." Houve um período de quase três anos, King reivindica, durante o qual ele não comprou um só disco novo. Durante este tempo aquelas bandas que surgiram da sorridente tumba gótica partiram tão rapidamente que quando alguém os ouvia, por exemplo, os auto-declarados seguidores de Bauhaus, Soundgarden, eles já haviam partido. Agora Soundgarden são mais Black Sabbath -- engraçado como o mundo dá voltas!
Eva O percebeu a mesma estagnação. "Quando Rozz e eu formamos o Shadow Project, nós fomos jogados na categoria Gótica, e eu originalmente achava que nós tínhamos um estilo muito diferente do que eu percebia ser Gótico." Mas como King, ela já se retratou. "Então eu percebi que havia muito som diferente vindo de lá."
Christoph, vocalista de uma das novas bandas góticas modernas, Seattle's Black Atmosphere, concorda. "Eu mesmo não penso que é tudo verdade sobre a estagnação musical, eu acho que tem muita banda gótica aparecendo, que há uma perspectiva gótica completamente nova, mesclando com o punk ou o industrial. Eu acho que há muitos músicos góticos de talento e pessoas envolvidas na cena, eles apenas não foram reconhecidos ainda."
Mick Mercer compartilha seu otimismo. "Normalmente, nenhuma cena underground continua se desenvolvendo depois de seus primeiros anos, mas a gótica continua. Em parte é por causa da estupidez cega e ignorante que aparece quando nada criativo acontece. Tem havido muita gente nada a ver por aí,  tentando soar como The Sisters, com voz grossa, e as pessoas não estão curtindo isto. Mas isto também leva a alguns períodos realmente bons. O Gótico terá alguns bons anos, então um par de anos maus, e é isso que o mantém interessante."
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As novas mídias e a interação entre as pessoas.

Com o surgimento das novas mídias, a interação entre as pessoas passou a ser por meio da Internet. Pois tornou-se mais fácil acessá-la. Principalmente por causa das mídias sociais. Estas que estão sendo cada vez mais adaptadas à todas as novas plataformas/artefatos criados. Hoje, não se pensa mais na criação de um site com um conteúdo específico apenas. Quando se fala de Internet, está totalmente ligada à interação entre pessoas e isso acontece com as mídias sociais e em consequência, com as novas mídias.

Por volta dos anos 70, existiam as tribos urbanas, termo cunhado pelo sociólogo francês Maffesoli, um pouco depois, em 1985, em seu livro "O tempo das tribos" (MAFFESOLI, 2006).
Neste livro, ele relata como as pessoas interagem nas tribos urbanas. Antigamente, se dava nas grandes metrópoles, onde uma pessoa unia-se a um grupo pela afinidade, por querer ser igual ao grupo e assim ser diferente aos demais, ou simplesmente pela necessidade de inclusão social.

Ao passar dos anos e a evolução da Internet, em que as pessoas consomem mais informações, num futuro não muito distante, elas serão parte de todas, se não muitas tribos urbanas. Hoje as tribos não são mais tão urbanas, pois elas podem crescer no meio digital e sair para as ruas, ou apenas crescer e morrer no meio digital. O que antes era exclusividade, hoje já não se é. Maffesoli em seu livro, explica que a pessoa não é única e exclusivamente de uma só tribo, podendo participar de várias outras. As novas mídias juntamente com as mídias sociais, propiciam ao indivíduo, fazer parte de quantas tribos quiser e ao mesmo tempo, podendo interagir com o maior número de pessoas possíveis. O que era antes um grupo de pessoas reunidas, num ambiente com contato físico, hoje o grupo de pessoas se reúnem virtualmente com pouco ou nenhum contato físico, ao qual a interação torna-se apenas virtual.

No aspecto cultural com o surgimento e crescimento das mídias sociais, a cultura de uma tribo praticamente é banalizada. Hoje vê-se muitas pessoas participando de algumas tribos, porém não reconhecendo sua ideologia fundamental e nem ao menos representando isto. Faz-se parte simplesmente pela tendência e modismo ao qual ela representa. Ao contrário do que eram as tribos antigamente, em que se fazia parte por ser uma subcultura, por ter ideologias e fundamentos contrários ao da sociedade da época. Hoje com as novas mídias, o fácil acesso as informações, praticamente é adotado várias tribos a cada dia. Por exemplo, quanto ao querer se sentir aceito num meio, o indivíduo busca referências na Internet, com outras pessoas nas redes sociais e passa a ser um outro "personagem". E assim sucessivamente, pois para ser aceito na sociedade hoje, e continuar nela no seu futuro, é necessário estar conectado.

Assim como no aspecto econômico, as mídias sociais ou redes sociais tem gerado um grande conflito de conhecimentos nas empresas. Todos querem estar nas mídias sociais, porém nem todos podem e conseguem. E assim são criados novos cargos, por exemplo os "Analistas
de mídias sociais" , ao qual exercem a função de estudar e pesquisar a influência de uma marca no meio destas mídias, e inúmeras outras funções que são criadas com diversos nomes, querendo e até exercendo a mesma função, porém como é algo novo, ainda não há um padrão específico. Ou seja, as redes sociais com as novas mídias tem gerado novos modelos de
emprego, cargo e função.


Já na política, ainda não se sabe para onde irá chegar, com o uso das redes sociais e principalmente nas novas mídias. Temos um exemplo, em que Barack Obama, conseguiu a sua candidatura com a ajuda do bom uso delas. Portanto outros seguem o seu exemplo, mas não se sabe se conseguirão atingi-lo, pois é uma "ferramenta" instável e que tem as suas diversidades.

A tecnologia hoje, pensa na criação dos novos artefatos diretamente na interação entre as pessoas e com isso as redes sociais. Pois o que tudo indica é que a cada passo as pessoas estarão mais sozinhas em seus lares, porém ligadas à milhares de pessoas ao mesmo tempo, já que esta é a maneira mais cômoda de estar junto.

As redes sociais crescem numa velocidade grande e o papel do design de interação nesta situação é a criação não apenas de mais um artefato para isto, porém um espaço em que
a verdadeira interação entre as pessoas aconteça, não somente a interação através de uma nova mídia, mas também a interação física.
Essa discussão também foi abordada no Trabalho de Conclusão de Curso: Moda na Música (POSSEL, 2009), onde a criação de um rede social para interação entre tribos distintas, foi a sugestão, para que a interação entre as pessoas aumente e não somente no aspecto virtual.

Assim, com o design de interação, acredita-se na melhoria da interação entre as pessoas, que
não seja apenas no âmbito de uma nova mídia qualquer, mas sim no âmbito físico em que a interação entre as pessoas pode proporcionar.



Referências bibliográficas



GOMES, Wilson; FERNANDES, B.; REIS, L. e SILVA, T.Politics 2.0: a campanha online de Barack Obama 2008. A COMPÓS - Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. Belo Horizonte – MG, março de 2009. GT: Comunicação e Política. Disponível em: <
http://www.compos.org.br/data/trabalhos_arquivo_coLnOeHawsakx.pdf>
Acesso em: 14 jun. 2009



MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. 4 ed. São Paulo: Forense Universitária, 2006

POSSEL, Monica. Moda na música: criação de website para interação entre duas tribos
urbanas – góticos e punks. 2009. 114 f. Monografia (Bacharelado em Design – habilitação em Programação Visual) – Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, Joinville.




Observações
Este texto foi originalmente publicado no site da Pós Graduação em Design de Interação: http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/4829 ,
Com direito autoral reservado à Monica Possel.
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Geração BatCave – Parte 2/ Por Cledson Bauhaus

As duas BatCaves: Harmonia ou Paradoxo? 

Ao ter uma breve noção da aplicação do termo batcave em diferentes situações você pode levantar pelo menos uma questão acerca do assunto: harmonia ou paradoxo? Já te respondo, primeiro vamos às comparações.

 


A mais básica é pelo símbolo. Se você observar bem, perceberá que não se trata apenas de imagem de morcego (na segunda batcave), mas sim uma cópia descarada da logo do Batman.

No segundo ponto, temos a vida social dos batcavers e do próprio Bruce Wayne. Todos possuem uma vida normal (ou tentam): trabalham, estudam, amam, tem amigos (ou não), possuem família, etc; Mas é na batcave onde incorporam as suas “personas”, cada qual com a sua finalidade. Isso significa que somente na batcave eles podem ser personagens? Claro que não, mas é nela o seu principal local de repouso como tal é interação com as atividades relacionadas à sua persona e convívio com o público seleto.





 

Persona deriva-se da palavra latina para a máscara usada por atores gregos na época clássica. Em psicologia, “persona” é a máscara (ou face) que um indivíduo utiliza para confrontar o mundo. Ela pode se referir à identidade sexual, um estágio do desenvolvimento (tal como a adolescência), um status social, um trabalho ou profissão. Tanto o personagem fictício das H.Qs norte americanas, como os personagens incorporados por músicos e seus públicos, se encontram na batcave e estão todos unidos pelo mesmo conceito psicológico e social que é a persona.
Logo, não vejo um paradoxo nas duas situações onde o termo batcave foi aplicado e vou mais adiante: acredito que todos possuem a sua “batcave pessoal”, seu refúgio particular que pode ou não ser compartilhado socialmente.


Conclusão

Enfim, finalizo a explicação do nome desta coluna que fala da “geração batcave” composta de assuntos da cultura underground e pop transportados no decorrer dos tempos por milhares de pessoas que produziram cultura e influenciaram toda uma geração, seja na moda ou na música. Aqui você encontrará histórias em quadrinhos, artes plásticas, cinema, música, literatura, e o que mais vier à tona das profundezas da minha caverna. Seja bem vindo ao mundo de cultura, amor ao próximo, respeito e paz.

Vida longa aos Batcavers =


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Geração BatCave/ Por Cledson Bauhaus | @cledsonbauhaus

Parte 1:
Aplicação do termo nas culturas Pop e Underground




É nessa época que é publicado a primeira aparição do mais sinistro e curioso herói das HQs americanas: o Batman. Criado Bob Kan e Bill Finger, o novo herói surge após o grande sucesso do Super Man e a necessidade mercadológica de explorar um novo personagem.

Batman é o alter-ego (persona) do ricaço Bruce Wayne, que se veste de homem-morcego para combater o crime na nebulosa Gotham City, como forma de vingança pela morte dos seus pais.

Fã da cultura vampiresca, especialmente das estórias ligadas ao personagem conhecido como Drácula, Kane imaginou um herói baseado no mesmo, com roupas negras, capa vermelha e ligado ao tema dos morcegos, mas foi Finger quem deu ao personagem o formato pelo qual ficaria consagrado.


Para esconder sua identidade ao mesmo tempo em que atua como Batman, Wayne cria a Batcave (conhecida como Batcaverna nas HQs daqui do Brasil) que é o seu quartel-general, localizada em uma gruta abaixo dos alicerces de sua mansão.
The BatCave Club. Lodres, 1982.



Nesse tópico não vou me atrever a detalhar precisamente os movimentos musicais citados, pois não é o foco nesse momento, mas a quem desejar conhecer mais, sugiro esse glossário (acesse este link), que tem importantes informações a sobre o assunto.


Com o enfraquecimento do movimento punk no final dos anos 70, surgem na cena underground novas camadas e propostas musicais ainda com suas raízes no punk, mas distanciando quanto a sua temática principal e adicionando novos experimentos sonoros. Nos Estados Unidos, por exemplo, temos a cena “Death Rock”, movimento musical que é representado, por exemplo, pelas bandas: Christian Death, 45 Grave, Super Heroines, Shadow Project, Cinema Strange, etc, e na Inglaterra temos o “Post Punk”, com as bandas: Alien Sex Fiend, Joy Division, Bauhaus, Siouxsie and The Banshees, The Cure, etc. De uma forma geral, as abordagens dessas bandas se distanciam do punk por sua forma mais poética e literária de expressar a sua mensagem, buscando influências na literatura, cinema de horror, temas existencialistas, morbidez, surrealismo, performances teatrais, etc. No campo sonoro, aqui se experimentou muito, onde por influências subjetivas dos músicos, promoveu uma grande fragmentação em novos estilos musicais – como pode ser observado no link citado.
O som Post Punk e a música com atmosfera assustadora receberam dos europeus o termo “batcave” por uma influência especial localizada no país: o The BatCave Club.


Ele foi um bar noturno em Londres, que em 1982 quando abriu as portas, especializou-se em new wave e glam rock, focando mais tarde no rock gótico. Ele é considerado o local de origem da subcultura gótica inglesa e emprestou o termo "batcaver" usado para descrever os fãs do rock gótico e death rock em todo o mundo por ser um dos mais famosos locais de encontro para os primeiros góticos.
Conclusão


Como pode ser observado, o termo batcave tem forte influência nessas culturas apresentadas, inspirando tendências culturais e mercadológicas. Basta observar o enorme número de mercadorias explorando o personagem, filmes, personagem que seguiram a mesma fórmula “dark” de criação, etc. Um exemplo bem próximo aqui em São Paulo é a loja Batcave (fechada a pouco tempo) localizada na Galeria do Rock em São Paulo, que vendia artigos de moda, musica, arte e acessórios voltados ao público “dark”. Além dela, se pesquisar na web, poderá encontrará outros projetos muito parecidos batizados pelo mesmo nome.
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Subcultura Gótica: sempre nova/ Por Henrique Kipper

“Longe dos holofotes da mídia de massa, a subcultura Gótica seguiu sua evolução e renovação natural desde o final dos anos 80, incorporando novos elementos ao longo dos anos 1990 e 00 do século XXI. Essa evolução é coerente com sua origem, mas não é revivalista.” 


A moda – ou estilo subcultural (1)- das subculturas tem um ritmo de evolução e estrutura diferente da moda dos mercados e mídias de massa. Além disso, as subculturas(2) tem sua própria rede de micro-mídia e micro-comércio, que a sustenta e viabiliza.

A moda e o estilo subcultural tem uma estrutura e ritmo de evolução parecido com aqueles das modas de culturas antigas que estudamos na moda histórica. Culturas mais antigas tinham um estilo integrado ao todo de seu sistema cultural, e os estilos mudavam lentamente. Mesmo apesar da moda subcultural dialogar com a moda da cultura hegemônica em que se insere, seu ritmo de atualização segue uma coerência interna. 

 Esse é um dos motivos pelo qual a mídia de massa não consegue acompanhar a evolução de algumas subculturas, apenas coletar, periodicamente, elementos isolados delas. Também, para o ritmo acelerado do mercado - com sua obsolescência e insatisfação planejados- acaba parecendo que as subculturas são estáticas. Um bom exemplo disso é a relação da mídia musical de massa com a subcultura Gótica e sua produção musical. 

      Quando emergiu nos anos 80, a produção musical Gótica recebeu os holofotes da mídia musical (na época a MTV e os vídeo-clipes eram novidades). Bandas Góticas tinham seus vídeos veiculados pela TV e suas músicas eram tocadas nas rádios AM e FM. Por isso algumas bandas Góticas dos anos 80 são populares entre o público não-gótico que aprecia a música pop dos anos 80. Porém, a indústria musical precisa periodicamente descartar a moda anterior para iniciar a venda de coisas novas. Se não existir algum movimento cultural natural para ser aproveitado, algum novo é criado artificialmente.  


  Porém, quando se trata de subculturas surgidas por motivos sociais e históricos, que não surgiram motivadas pela mídia de massa, muitas vezes elas não acabam após o interesse da mídia de massa se voltar para a nova “novidade nova”. Algumas modas se tornam culturas revivalistas, (a Hippie é um caso), mas outras continuam sua evolução natural, pois seu contexto histórico e social permanece.

Desde o final dos anos 80 a mídia de massa se voltou para outros estilos que foram comercializados por seus “15 minutos”: o funk-metal, o grunge, o brit-pop, o heroina-chic, as boy-bands, as divas, o gothic-metal (variante da cena metal, não da gótica), o emocore...e assim continua e continuará.

Porém, enquanto a mídia de massa olhava para outro lado, a subcultura e o estilo Gótico continuaram sua evolução e renovação estilística, com cenas subculturais pelo mundo todo. Exatamente no começo dos anos 90 acontecem as primeiras edições do que é hoje o maior festival Gótico do mundo: o Wave Gothic Treffen, em 2011 na sua vigésima edição anual. Outros se sucederam em vários países do mundo. Nos anos 90 também tivemos uma diversificação dos estilos musicais usados pelas bandas Góticas. Também com o boom da internet nos anos 90, as cenas Góticas do mundo inteiro encontraram um meio de consolidar suas micro-mídias e micro redes de comércio e relacionamento. A subcultura Gótica entra no século XXI de vento em popa, renovada, criativa e diversificada, apesar de completamente ignorada pelas mídias de massa.

Periodicamente a mídia de massa procura o Gótico “onde o deixou” no final do anos 80, e acaba encontrando alguma outra coisa naquele lugar, pois o “Gótico” já saiu andando daquele lugar há muito tempo, seguindo sua evolução natural. 


Outro problema da mídia musical de massa é que ela pensa só do ponto de vista musical. Como a subcultura Gótica é muito diversificada musicalmente, em geral os críticos musicais não conseguem acompanhar a diversidade de estilos musicais. O Gótico é uma subcultura com produção músical, não apenas uma cena musical. Por isso é comum críticos musicais cometerem o erro de ficarem procurando “novas bandas parecidas com as bandas Góticas dos anos 80”. É exatamente o que acontece agora com a revival comercial de bandas de estilo “pos-punk Gótico”anos 80. Da mesma forma que durante a moda Grunge qualquer coisa que soasse vagamente como Nirvana ganhava destaque na mídia, qualquer coisa que soe vagamente como Joy Division ou Siouxsie ganha seus 15 minutos de fama. 

Enquanto isso as bandas Góticas e darkwave atuais desenvolvem estes mas também muitos outros estilos musicais, e vão continuar fazendo isso depois que a atual moda revival anos 80 passar. Tem sido assim nos últimos 20 ou 30 anos. O mesmo vale para o estilo de indumentária e visual em geral: o estilo subcultural Gótico vem ao longo das últimas três décadas resignificando novos elementos que são incorporados ao sistema estético Gótico, da mesma forma que outros estilos musicais foram e são também absorvidos.

Longe dos holofotes da mídia de massa, a subcultura Gótica seguiu sua evolução e renovação natural desde o final dos anos 80, incorporando novos elementos ao longo dos anos 1990 e 00 do século XXI. Essa evolução é coerente com sua origem, mas não é revivalista. Uma comparação poderia ser feita com o estilo e cultura dos brasileiros do século XVIII ou XIX com os brasileiros atuais. Traços essenciais dos brasileiros de dois séculos atrás permanecem de forma que conseguimos identificar a ambos culturalmente como brasileiros, mas inúmeros elementos foram incorporados posteriormente como genuinamente brasileiros: sem falar em evolução tecnológica, basta citar o futebol e o carnaval na forma do século XX.

Assim, como qualquer cultura viva, a subcultura Gótica continua sempre mudando de forma coerente e incorporando novos elementos que são resignificados. Apenas culturas mortas permanecem iguais. Culturas e subculturas vivas nunca estão prontas.
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